Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

É muito feio imitar Amado

É feio e pode sair caro. Diz-se. 

Mas foi tudo sem querer: «Não houve nada de mal. Estavam muitos papéis em cima da mesa e por engano peguei no discurso errado». - Sol.

Pois.

Estou mais descansada.

Eu não sou a única.

 

Eu, uma vez, já tirei uma nota para pagar o que tinha comprado, mas sempre na conversa com o lojista e com o vizinho do lado, voltei a meter a minha nota na minha carteira, seguidamente agarrei na nota do vizinho do lado - que era igual à minha e que ele pusera ali mesmo à minha frente - e preparava-me para pagar, sempre na conversa com o lojista e com o vizinho da nota, quando o mesmo vizinho me diz: "Olhe, tem toda a razão e eu concordo plenamente consigo, mas a nota que a senhora tem na mão é minha!"

 

E também já agarrei na pasta de uma senhora - que estava em cima de um balcão, porque era precisamente igual a uma pasta minha que, por curiosidade - só por isso - há mais de uma semana que não usava.

 

E também já agarrei no carrinho do super do vizinho do lado, quando por curiosidade - só por isso - estava mais cheio do que o meu. Mas, vá lá, tinha valido, em euros (ou escudos, já não me lembro), menos do que o meu.

 

E também já agarrei num saco de pão esquecido num quiosque, porque tinha acabado de ir ao pão. Quando chego à drogaria, reparo que a filha trazia um saco de pão "igualinho" ao meu.

 

E também já fui meter gasolina sem dinheiro, porque o mesmo estava numa carteira em casa - no congelador e com os bifinhos acabados de vir do talho.

 

E também já fui meter gasolina e, com a pressa e com a chuva, ia a arrancar quando me assustam ao bater no vidro: "Olhe! Olhe que ainda não pagou!" (Não se faz!)

 

E quem sai aos seus - ainda é pior - tal como a fifi que foi meter gasolina, nesse mesmo sítio, e preparava-se para arrancar com a mangueira ainda enfiada no depósito. (O que vale já nos conhecem e protegem-nos:"Olha lá vem a minha filha meter gasolina...")

 

É claro que devolvi tudo, tudinho. 

É claro que não tenho com que me desculpar.

Quem acredita na minha boa pessoa e na minha boa fé, acredita, quem não acredita... também tem esse direito. Por isso, pouco reclamo em meu favor.

 

Há mais, mas por aqui me fico. (Não foi uma, nem duas vezes, que tentei abrir o carro alheio... embora não o cobiçasse. Numa delas consegui e só dei pela coisa quando, já sentada, reparei no conjunto, deveras impressionante, de bonequinhos de peluche demasiado arrumados no tablier do carro para que este fosse meu.(?) 

Portanto o Sr. Krishna pode muito bem ser parecido comigo.

Só que eu não sou indiana. Nem faço discursos para a ONU. Apesar de tudo, ainda acredito que se os fizesse saberia muito bem que aquele discurso que estava a ler não era o que eu tinha feito/redigido.

Quem não fez... não sabe o que fez. (In tresgues)

 

Mas, para que não pensem que só tiro as coisas dos outros, também vos digo que já perdi, ou deixei ficar, outras tantas. No entanto, Deus recompensa a minha boa pessoa e boa fé, com o aparecimento de quase tudo, tudinho. Obrigada, Senhor! Por tudo. Tudinho.

Mas penso que não sou um caso isolado...

publicado por tresgues às 10:09
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