Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

As escolhas de tresgues

1- Número de mulheres presas por violência contra homens sobe 169% no Reino Unido - BBC. As coisas estão a mudar. Ai estão. Mas porque é que quando não são uns, são os outros? (corrigindo:as outras?)

 

2 - Este Verão, japoneses trocam casaco e gravata pelo ambiente - BBC.

As coisas estão a mudar. Mas por que é que não lhes seguem todos o exemplo?

Eu detesto ser atendida por fatos e gravatas. Um polo desabotoado, uma camisa arregaçada não são mais (como dizer, "só" para rimar?)... mais...

 

3 -... mais interessantes, mais motivadores, mais relevantes, como foi o caso dos trabalhadores da ABB que protestaram nus contra o encerramento daquela empresa no norte de Espanha, com um vídeo onde dançam ao som dos Village People. Desta maneira passaram a dar mais visibilidade aos seus protestos. Os patrões é que ainda não comentaram o assunto. Não sei porquê.

 

4 - A propósito, esta não é uma escolha mas é uma dica para si que trabalha: veja  no 4Work como se manter fresco/a no seu local de trabalho, de modo a diminuir o stress e a produzir mais. Os patrões vão comentar. Eu sei porquê.

 

5 - OMS alerta que acidentes de trânsito já superam outras mortes por doenças letais e a previsão é que piore até 2030. Assim, propõe que cidades pensem bem, evitando correr o risco da perda de milhares de vidas. BBC.

As coisas estão a mudar. Para pior. E cada um de nós pode fazer alguns coisa nesse sentido. Por nós e pelos outros. Respeitando-nos a nós e aos outros. Conduzindo carro, bicicleta ou... andando a pé.

 

6 - José, vinte e três anos, argentino na Líbia, sozinho, correndo risco de vida a combater ao lado de um povo que nem é seu, só porque acredita numa causa. Julgava que já não se fazia gente assim. Acho, mesmo, que eu não era capaz. (Mesmo que fosse argentina.;) Mas gosto, admiro, amo, gente assim - BBC.

 

7 - Estes outros argentinos, ao assaltarem os cofres de um banco no final do ano -iol- e naquele que é o maior assalto da história da Argentina, guardaram noutros cofres do mesmo banco todo o fruto do seu trabalho, correndo o risco, depois de tanto esforço e imaginação, de virem a ser descobertos. E foram. Se calhar o stress não ajudou no resultado final. Se calhar estavam muito vestidos. Se calhar. 

 

8 - Professor universitário a fazer-se passar por loira na net? Polícia (que o descobriu) a usar sapatinho vela? JN.

As coisas estão mudar. Ai estão. No meu tempo um professor era um homem - quer fosse loiro ou moreno - e um polícia era um polícia - sempre com botas. Que interesse tem uma pessoa identificar-se na net com uma foto? Como vêem, nenhum.

 

9 - Especialistas afirmam que "o poder aviva a intenção de cometer crimes sexuais" - Sapo. "Acontece com homens de um elevado intelecto. Uma sensação de impunidade combinada com pouca precaução e uma constante pressão pelo sucesso podem deixá-los emocionalmente susceptíveis ao ponto de perderem tudo o que conseguiram com muito esforço". O último caso conhecido de figuras públicas com poder é  o de Arnold Schwarzenegger que assim termina um casamento de vinte e tal anos. Afinal, as coisas não estão a mudar. Mas onde está o elevado intelecto? Ou, melhor, para que serve? É que nem haverá ajuda médica que os valha. Assim sendo, penso que as mulheres de elevado intelecto preferirão um qualquer homem de baixo intelecto. Não muito baixo, vá, assim mais p'ró baixinho. Confirma-se? Hum... 

 

10 - Ontem viajei na Lufthansa ao lado de uma senhora loira, suponho que alemã, de baixo intelecto. O senhor devia ser um avô - daqueles de elevado intelecto -  que ressonou toda a santa viagem com a mão enrugada sempre numa perna quase sem calções. A dela. Ela bem lhe dava confortos para disfarçar aqueles sons, desde aqueles beijos que vocês sabem - não os das netas - até quase fingir que dormia em cima dele. Fingia, porque não parava de seguir com os olhos a minha revista (francesa e gira)  de decoração, acabadinha de comprar. Então não é que ao sair esqueci-me da revista e do jornal no banco. Dois bancos logo à frente lembrei-me. Voltei atrás, esperando para os deixar passar - não havia mais ninguém para sair porque viajávamos nos últimos lugares - e não é que só lá encontrei o jornal? Claro! A minha vontade? Perguntar-lhe: não gosta de ler jornais? Mas como reparei que já não tinha nada na mão a não ser a mochila, escusei-me a mais delongas até porque, quando os vi cá fora, ele já estava num escabeche sem fim com o senhor do táxi e... eu amo demais Lisboa para me chatear logo à chegada. Valeu isso àquela senhora de muito baixo intelecto. E que, provavelmente, até aposto, as reformas de decoração lá de casa (qual casa?), se as faz, são com o dinheiro do avô.

(Pronto. Já estou melhor. Desabafei.)

 

Bom fim-de-semana. 

publicado por tresgues às 10:57
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