Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

Dois casos a considerar

Há sempre dois casos a considerar - como relembra, muita vez, uma amiga minha. 

E eu concordo.

Neste caso, havia uma dupla visão. Ou uma visão dupla. Como queiram.

Um dia destes, depois do almoço, consegui descansar um pouco no sofá.

Melhor dizendo, adormeci.

Acordo, abro os olhos, e à minha frente, em vez de uma jarra vermelha, estava a ver duas.

 

 

Meia ensonada, meia estranha, meia assustada, interrogo-me: "Mas o qu´é aquilo? O qu´é que se passa?" Há duas jarras!? Sempre tive só uma!..."

E tinha, então, dois casos igualmente a considerar.

E considerei.

♦ Ou estou com problemas de visão - sei que sim, pois até tenho consulta de oftalmologia marcada -, ou não estou.

Se estou com problemas de visão, o assunto está arrumado, se não estou... há dois casos a considerar.

♦ Ou bebi um pouco demais ao almoço, ou não bebi.

Se bebi um pouco demais ao almoço, o caso está arrumado, mas como só bebi um martíni... há dois casos a considerar.

♦ Ou o martini estava adulterado, ou não estava.

Se fosse problema do martíni, o caso estava arrumado, se não fosse... havia dois casos a considerar.

♦ Ou era eu que estava "adulterada", ou não estava.

Se era eu que estava adulterada, o caso estava arrumado - sei que tenho andado assim, basta olhar para o título do post anterior ("Hpje...") -, se não era... havia dois casos a considerar.

Farta de tantas considerações, tive uma ideia genial - como sempre tenho e que é, aliás, apanágio meu constante. (Podem ir ver "apanágio" ao dicionário, que eu deixo.) E essa ideia foi - nada mais, nada menos que - fotografar o facto para mais tarde, ou seja, dali a uns segundos, registar - ou seja, comprovar a veracidade do facto.

Foto tirada, mais do que uma vez e o resultado, deu-me razão.

Eram mesmo duas jarras.

Mas porquê, se eu só tenho uma?  

Para não me alongar mais, só vos digo que foi após muito tempo destas profundas reflexões que se fez luz em mim e que cheguei à brilhante conclusão que o sol, entrando pela janela da sala, com uma luz tão brilhante, como a da minha brilhante conclusão, fazia aquele belo efeito na parede - transformando uma simples jarra de vidro vermelho, em duas simples - e emocionantes, porque... vermelhas - jarras de vidro.

 

E tudo isto para dizer ao meu mais fiel seguidor (sim, que eu sei que, mesmo sem escrever nada, ele/ela me continua a ler todos dias e a qualquer hora e gabo a admiração, a vontade, a paciência, a resistência...) o motivo da minha ausência:

CAN-SA-ÇO!!!

Vale-me o "Magnesium-OK" - passo a publicidade - e já vou no início da terceira caixa. Olha se não fosse! Havia sempre dois casos a considerar.

Vá, deixem p´ra lá!

Não quero incomodar. 

Esqueçam e descansem.

Caso contrário correm o risco de ver duas jarras, em simultâneo, ao vivo e a cores. 

Mas tenho quase a certeza de que nunca verão, por exemplo, nestes tempos mais próximos, um subsídio de Natal a dobrar, ao vivo e a cores.

Mesmo muito mal, muito cansados, nunca vão ter... esse estranho caso a considerar.

Por isso, relaxem.

Bom fim de semana.

publicado por tresgues às 10:37
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comentários:
De Paula Pardal a 17 de Dezembro de 2011 às 12:14
BRILHANTE CONSIDERAÇÃO...

Beijinhos da Paula de Sacavém.. ;)
De tresgues a 17 de Dezembro de 2011 às 20:10
Brilhante aparição!... A Paulinha! (ou seja, a Paula de Sacavém ;)
Beijinhos grandes. Obrigada pela visita.

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