Sábado, 19 de Julho de 2008

Que saudades de uma boa "bicha"...

...p´rá Costa da Caparica!

 

Em primeiro lugar, cumpre-me esclarecer os  "linguísticos mais conservadores" que aquilo não era uma fila.

Era uma bicha. Uma bicha é maior. É grande. Vê-se. Sente-se na pele. 

É que o astro rei já se fazia sentir com toda a sua força, por volta das dez da manhã!!!

 

Em segundo lugar, nem eu acreditaria se me dissessem aqui "à atrasado" que alguma vez iria ter saudades dela (da bicha p´rá Costa da Caparica, entenda-se).

 

Pois é. Mas a vida dá muita volta.

 

Eu até podia ir matar saudades à praia, sem ser deste modo.

Até podia. Podia. Mas preferi matar as saudades como deve de ser! Comme il faut!!!

Reviver as "minhas" coisas boas de outros tempos.

 

Que saudades eu tinha!

 

(Pareço aquela da anedota que ía no comboio sem se calar: "Ai que sede que eu tenho!" Ai que sede que eu tenho!" Para a calarem, que já não a podiam ouvir, ofereceram-lhe água. Pior a emenda que o soneto. Nunca mais se calou, depois de saciada a sede: "Ai que sede que eu tinha" Ai que sede que eu tinha"! Ai que sede que eu tinha!" Assim estou eu.)

 

Eu até tinha boas intenções. Levantar-me cedo e ir sem bicha.

Mas deixei-me dormir. Porque quis. Convenhamos.

E fui.

Não tinha outro dia para ir. Ou hoje... Ou já não tinha mais "vagar".

Portanto... Fui!

 

E que maravilha!

Parecia o outro :"Aqui vou eu cheio de pica, p'rá Costa da Caparica!"

Mas quando é que eu ia  - já mais velha e atinada (?) - p´rá Costa  da Caparica, num sábado ou num domingo, assim com tanto calor?  Perguntais bem!

Pois. Não ia.

Ia todo o Inverno, toda a Primavera, todo o Outono e descansava no Verão.

É verdade.

Mas fui e soube-me como quando não era "mais velha e atinada (?)".

 

Mas que bom ver aqueles meus colegas de bicha, todos com os braços de fora, os pés, as toalhas e os bonés - a abanarem ao som da Brandi Carlile na RFM, da Amy Winehouse e dos Buraka Som!

 

Não há coisa "mai linda".

E não estou a brincar...

Eu, que por acaso me esqueci do boné (falta de prática destas andanças, nos últimos tempos) também abanei a cabeça, cantei e, até, assobiei... Assim mais baixo do que eles. Não lhes queria tirar o protagonismo todo.

E as conversas que eu ouvi no carro do  vizinho do lado, com o terço pendurado no retrovisor?

Outra maravilha da natureza dos portugueses.

Como só eles sabem ter. Mais ninguém. Alto e bom som. Claro.

Quem não tem nada a esconder, não tem problemas desses... Ora lá está!

 

Faz-me falta isto. Na Alemanha são todos muito contidos.

Alguma coisa não vai bem com aquele povo! Deve faltar-lhes alguma coisa.

 

Mas, a bicha já não é o que era antigamente. 

Foi rapidinha.

Uma simples meia hora e lá estava eu a correr atrás dos outros na via rápida, já a chegar a Vila Nova e a avistar o nosso espectacular, divinal, majestoso, soberbo mar azulinho.

"Que só ele"...

 

Ah! Mas antes de me dirigir ao tão apetecido local e mesmo já um pouco tarde para apanhar os bons raios solares - aqueles mesmo bons, sabem, até às onze? - não podia deixar de ir tomar a "bica e pastelinho" àquela pastelaria , de fabrico próprio, ali logo, quando se volta para S. João da Caparica.

 

Tenho pena de não saber o nome. Tantas e tantas vezes que lá fui.

Mas eu sou assim. Esqueço-me com facilidade dos nomes.

Porque queria aqui fazer uma publicidade "não enganosa".

 

Agora, já têm senhas para não haver tanta confusão, no atendimento.

Reconheci o dono, mas acho que ele não me reconheceu a mim.

Ele está mais velho.

Eu, se calhar, estou muito mais.

Sei lá! Havia muita gente é o que era. E o senhor mal me viu. Claro. Foi isso.

Tirei a senha 87 e ia no 69!

Mas, desta vez, não comi aquele "jesuíta" do costume, com canela e amendoim. Fiquei-me, mesmo,  pelo pastelinho de nata. Quentinho. Com canela. Acabado de fazer.

 

Sem palavras.

 

Não comi mais, porque estamos em contenção económica.

Ou devíamos estar.

O FMI bem diz que o mal é nós estarmos a gastar mais do que podemos.  

E comer mais do que podemos e devemos - digo eu.

Acho que  o FMI tem toda a razão.

Há quanto tempo eu já vinha a avisar!

 

Pois nunca vi tanta riqueza* junta. No areal. E a caminho dele.

 

*RIQUEZA EM PORTUGUÊS (para mim, desde há tempos a esta parte, já sabem o que é) - BARRIGA, ESTÔMAGO E ARREDORES.

 

Também vi gente pobre. Vi. Pouca. Mas vi. E gira.

E outros, remediados, mas com muita vontade de serem ricos bem depressa.

 

Passei também pela "minha esplanada".

Penso que os donos da esplanada da "minha praia" já não são os mesmos.

Tenho pena. Gostava deles.

 

E que saudades de usar, e ver todos a arrastar a chinela no pé - mesmo sem serem gaiatos, mas cheios de razões para a usar - assim como os calções e as camisolas de alças, a cesta, o saco ou a toalha, assim descaídos pelos ombros abaixo, como quem não quer a coisa?

 

 

E foi assim que eu passei a manhã.

Uma manhã na qual me senti bem novinha. E que sei que ainda sou.

É que, amanhã, faço anos e sou bem capaz de ficar um pouco mais velhinha!

 

 (retirada da net: praia de S. João)

 

PS: (Secreto) - Foi por isso que, hoje, me dei a este extraordinário luxo. Logo, janta-se, com amigos, da outra banda - mas passa-se na outra ponte e, querendo, podemos cantar os parabéns à meia-noite e um minuto!

 

publicado por tresgues às 17:11
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