Após sabermos que ratos paraplégicos voltam a andar, (Classificação: Muito bom) resultado de um estudo de cinco anos na Universidade de Lausanne, Suíça, e que há lagartos cegos e sem pernas (Bom) nas montanhas do Cambodja, ficamos a saber que as moscas do quintal da tresgues (Excelente) também saem à noite, sendo, por conseguinte, consideradas por muito boa gente umas "gandas malucas", o que augura um futuro muito mais risonho para a dona daquele quintal/jardim/cantinho.
Sabe-se agora - e na continuação do estudo que tem vindo a ser realizado desde 2009, na tentativa de se comprovar que as moscas do quintal da tresgues são, na realidade, "burras ou um bocadinho ceguetas" e qual a razão dessa situação - que aquelas moscas que entram durante os dias de calor pelas janelas adentro, aquando do arejamento da casa, são as mesmas que, quando chega a noite, voltam a sair pelo mesmo sítio por onde entraram.
O resultado desta conclusão foi, como muita vez acontece em verdadeira ciência (como é o caso), descoberto por... acaso.

Verificou-se que, nos dias em que não havia tempo para andar de mata-moscas na mão - uma vez que não se pode utilizar o spray que as extermina por motivos que se prendem com a utilização daquela casa por um "fifi-rosicolor-pássaro" - as moscas, mesmo rente à noite, quando em casa já está escuro e a luz é a que se vislumbra da rua, dirigem-se em massa, em fila ou massivamente para os vidros das janelas, como se estivessem à espera da abertura das portas de um qualquer Rock in Rio para assistir a um qualquer Adam Levin ou mesmo a um Stevie Wonder. Foi então que se fez luz na cabeça de tão ilustre cientista e "Eureka" ou "Uau" (a investigadora não é esquisita quanto à abordagem e/ou utilização destes termos), formulou a seguinte hipótese: E se lhes abrirmos as janelas à noite, elas sairão todas? Utilizaram-se os métodos mais eficazes que actualmente existem para desenvolver aquela hipótese, que é o que se chama, literalmente, pôr mãos à obra e abrir as janelas de par em par e esperar... para ver o que acontece. Aconteceu. Em breves minutos saiu tudo para a rua, com excepção de uma mosca.
O resultado foi surpreendente.
Os estudos vão continuar, procurando saber se o facto de uma das moscas não ter saído se deve:
1) Aos poucos minutos em que a janela esteve aberta ;
2) À timidez daquela mosca em relação ao escuro da noite:
3) À falta de sociabilização da mesma com os seus pares (de moscas);
Procurar-se-á, ainda, investigar se a saída compulsiva de deve ao facto de:
1) Estar uma noite muito agradável para saídas;
2) Se ouvir plenamente bem a música que vinha de uma festa que se realizava perto do quintal/jardim/cantinho da tresgues.
De qualquer modo, o resultado do presente estudo encheu de alegria, e esperança no futuro, a famosa investigadora que passará a não se preocupar tanto com uma questão que a tornava solenemente irritante e indisposta (sendo ela uma pessoa bem disposta e extremanente simpática).
Sublinhe-se ainda que o método utizado na investigação não mata qualquer ser animal, nem moscal (aquilo são mais do animais!), nem se dá uso aos sprays poluidores dos ambientes (por aí à solta).
As moscas entram de dia na sua casa? Entram.
À noite, abra-lhes a janela (com a casa às escuras) e elas sairão.
Relembra-se que todo o estudo foi realizado a pensar nas pessoas que acham as redes anti-moscas pouco decorativas de janelas e pensando no vento que desvia cortinas, cortinados e afins, abrindo brechas para a entrada do referido moscal.
O estudo que, refira-se e sublinhe-se, é português e será - logo que algum painel de doctors lhe dê o devido valor - publicado na prestigiada revista científica, do costume: Science Fly and so on.
(Não conhece tal revista? Há uma falta de cultura generalizada e... acerca do...)
À semelhança de outros anos, a investigadora aceita colaboração com colegas do resto do país e do mundo.
Boa semana para todos e um bom dia mundial do ambiente.
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