Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

"Poli" qualquer coisa

Poliafectividade ou poliamorismo.

"Poli" já dava, já era, mas não era noticiado. Agora foi, só porque foi oficializado no Brasil.

E para melhor esclarecimento das possíveis dúvidas, o juiz fala-vos sobre o assunto neste vídeo.

 

Ora bem, tive conhecimento de um caso semelhante, era ainda uma adolescente inconsciente.

E considerava o assunto muito pouco consciente. Lá está, falta de hábito - pensarão e dir-me-ão.

Pois. O Sr. do talho onde a minha mãe fazia compras tinha duas senhoras e, suponho, tinha filhos de ambas (duas). Já não me recordo bem. Uma era cabeleireira e arranjava o cabelo à outra. A outra não sei o que fazia àquela, porque nunca ninguém mo disse. O Sr. do talho, de seu nome Raul, a quem eu chamava Luar (ler com as letras ao contrário), dormia na casa de uma até quinta-feira e na casa da outra até domingo (talvez o fim-de-semana, nestas coisas, valha um pouco mais) e ambas (duas) eram presenteadas com a carne do Sr. Luar que, segundo a minha mãe (e o meu pai... e eu, vá), era fresca e de muito boa qualidade.

Toda a gente - incluindo os três "poli" - sabia do caso "poli" lá naquela cidade do interior, pelos visto, já pouco ostracizada. Só que não foi noticiada.

O Sr. do talho, o Sr. Luar portanto, era um homem perfeito, tipo AVC (Alto, Vistoso e Cuidado com a alimentação - pelos vistos já enjoado de tanta carne se calhar virara vegetariano, quem sabe...) educado, bom rapaz, um pouco tímido até (e, pelos vistos, vivia no sonho de encontrar um amor, mas seu coração pedia, mais, mais calor) bom gosto no trajar, ou seja, nada tipo HTML (Homem Todo Macho Latino).

 

Ora pois, tendo em conta que a poligamia (eu sei que não é o termo da actual situação, mas agora isso não interessa nada) foi amplamente usada, tendo como principal causa a grande diferença numérica entre homens e mulheres e se tem geralmente causas económicas, como diz aqui na Wiki, eu considero viável, neste contexto e na situação actual, que a pessoa, nomeadamente a minha, possa ser "poli" (sem que isso seja afectivamente ou efectivamente denominado poliandria) pela simples razão de que existe, hoje em dia, uma certa deficiência, tanto em número como em qualidade, de Srs. (do talho e não só... isto agora não me correu bem) polivalentes. Ou seja, passo a explicar. Um deles seria tipo AVC, por exemplo, porque, como dizia a minha avó, quando um feio se zanga fica ainda mais feio, ou seja, horrível, já o jeitoso... continua menos jeitoso mas, ainda ssim, nada que se compare; um com artes para o bricolage e com vontade de se mexer do sofá - pois que faz sempre falta numa casa que se preze; outro, pois que, com jeito incrível e gosto por culinária; E...

Fico-me por aqui porque me dou conta que três já lá vão e já ia para o quarto. 

Pois, talvez que seja demasiada confusão - pensais e dir-me-eis. Mas considero que só no caso de um ser do Benfica (muito bom), o outro do Porto (horrível), outro do Sporting (c'horror), e...

 

 

E agora que pensais e perguntais: e se um parceiro, companheiro, marido ou afim, nomeadamente o teu, virar "poli", também achas bem? NãO!!!

Porquê?

Ora, porquê?! Porque a pessoa, nomeadamente a minha, tem muito jeito para tudo. Mesmo muito jeito. É que é mesmo muito jeitosa para tudo.

Se também sou AVC?

Ora, se há coisa que eu não sou é, nomeadamente, vaidosa. Nem egocêntrica. Nem me compete a mim elogiar-me. Oh, valha-me Deus. Por quem sois?

Por mim, espero!

 

Resto de muito bom dia.

publicado por tresgues às 12:50
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comentários:
De BIBIA a 3 de Setembro de 2012 às 21:30
POIS ESSE "POLI" FOI MUITO INTERESSANTE.TINHA SAUDADES DESTA ESCRITA...
De tresgues a 4 de Setembro de 2012 às 18:19
Espero que se perceba que, não concordando com os "polis" (quer seja para eles, quer seja para elas), considero que, havendo quem concorde com uns (c/eles), é claro que só pode concordar com os outros (c/elas).

Mas... já houve quem me informasse que nós até fomos programados para ser todos "polis" só que deturpámos a coisa e hoje, estamos como estamos: sem eira nem beira...
Pois. Quem sou eu para duvidar...
(Ralações. É o que é!)

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