Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012

É a nossa história

É o nosso fado.

E a história repete-se.

Mas gosto de quem, com muita arte no acto de bem dizer toda a história - dizendo a verdade, e só a verdade - consegue transmitir-nos todo este bom humor. Tal como neste vídeo. Não é para todos. 

Tenho pena de não saber quem é o autor.

 

História de Portugal

 

Tudo começou com um tal de Henriques que, parece, não se dava bem com a mãe.

E acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia nas margens do Tejo.

Para piorar ainda mais as coisas acabou por casar com uma espanhola qualquer e não teve tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu.

Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor.

Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João... Este, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão... E ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos para o filho que era dado aos desportos náuticos.

De tal maneira que resolveu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão, com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Lourenço Marques, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau.

Quando a coisa deu para o torto, ficou-se nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e o Sebastião resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer Quibir para uma cena de estalo.

Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé... até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos.

Com conventos a mais e dinheiro a menos, as coisas lá se íam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez... graças a um mânfio que tinha jeito para a bricolage e não era mau tipo, apesar das perucas um bocado amaricadas. 

Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta e perguntou se podia ficar com isto.

Levou com os pés com a ajuda dos ingleses que queriam o mesmo.

Outro João tinha dois filhos e queria pôr o Pedro a brincar com o irmão mais novo, o Miguel, mas este teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a acaminho do Brasil para tratar de uns negócios.

A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa.

E foi por isso, que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço.

O pessoal assustou-se com o barulho, escondeu-se num buraco.

E vieram os republicanos que meteram isto numa guerra onde ninguém nos queria.

Na Flandres levamos tiros que fartou disparados por alemães.

Ao intervalo já perdíamos por muitos mas o desafio não chegou ao fim... porque uma imagem vestida de branco apareceu a flutuar em cima de uma azinheira, e três pastores deram primeiro em doidos e depois em mortos e, mais tarde, em beatos.

Se não fosse por um velhote das Beiras a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem para aí a espalhar boatos.

Comunistas dum camandro!

Tanto insistiram, que o velhote se mandou do cadeirão abaixo.

E houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho de cravos em cima do assunto.

Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar uma seca da Grécia na final do futebol.

E agora?

Agora, depois de querermos passar por ricos, vendemos uns patos no jardim do Campo Grande e ficámos no Euro.

Andámos a gastar mais do que tínhamos e chamámos essa tal de Troika.

Essa dita de Troika empresta mas com condições. E nós, a Passos de Coelho, lá vamos comendo Sopa em vez de Camarão.

Vamos a ver se as sopas não se transformam em Sopas de Cavalo Cansado.

"Pobres, bêbados, mas felizes."

                           (imagem da net)

E o Cavaco?

O Cavaco foi com o Pai Natal e o palhaço ao circo.

 

PS1: Última hora: Cavaco - diz-se por aí - vai encontrar-se com Seguro.

Esperemos sentados. Como os gatos.

publicado por tresgues às 16:50
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