Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

Improviso

Não dizem que o português é bom no improviso das situações?

Então, eu sou portuguesa.

 

Não gosto das coisas muito planeadas. Ao pormenor.

Gosto de pormenores. Mas daqueles que aparecem na hora.

 

Por exemplo:

• Não gosto de decoração muito bem planeada. Com tudo no sítio. Com tudo muito bonitinho demais.

Soa a falso. A falta de história pessoal.

 

• Não gosto de coisas combinadas com muita antecedência.

Quantas vezes falham e soam-me mal.

Tudo o que é planeado na hora soa-me melhor, porque sempre foi do melhor que tive na vida.

 

• Não gosto de relações muito planeadas, muito qb, tá a ver?

São falsas. Tá a ver?

E depois...


• Uma pessoa muito bem arranjada, muito cabelo sem cabelo fora de sítio, soa-me mal.

Não é gente. Não é normal. Soa-me a falso.

 

• Não gosto de pensar muito na vida.

Já pensei e não saiu nada como planeado.

Umas vezes melhor, outras pior. Outras igual. Mas mesmo assim.

 

• Gostava de fazer teatro. De improviso. Há quem conteste.

- Tu gostas é de rir. Não de teatro.

Alguma coisa contra?

(Há. As aulas são caras.)

 

• E a vida não é, quantas vezes, improviso?

Umas vezes para o bem, outras vezes para o mal.

E eu acho que estou preparada. Não estava. Já estou. Acho.

Os casos em que mais sofri foram aqueles que não planeei.

Os casos que mais felicidade me deram foram aqueles de improviso.

 

 

• Quando fazemos o que nos apetece na altura, resulta bem.

Quando fazemos o que até planeámos com antecedência, nem sempre resulta.

Porque naquele momento não dá. Ponto final.

Vamos para outra. De improviso, sff.

 

Mas também há casos em que:

“...levo mais de três semanas a preparar um discurso de improviso.Mark Twain

Não foi este, o caso. Foi ao correr da pena.

 

 
E quem não deve, não precisa, felizmente, de matutar no assunto. É ali, na hora.
E, agora, senhoras e senhores:
 
 
publicado por tresgues às 13:28
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comentários:
De Margarida a 21 de Fevereiro de 2013 às 14:47
Se me perguntares se gosto de improvisos, respondo-te logo que não gosto. Mas concordo com tudo o que escreveste... por isso, se calhar até gosto! LOL
De tresgues a 22 de Fevereiro de 2013 às 09:48
Pois, se calhar. Claro que há casos e casos. E é claro que um bom improviso deve ser real, aquilo que somos e queremos no momento. Mais tarde até podemos querer outra coisa. Mas naquele momento foi assim. Este improviso de que falo não é como aquele em que se finge no teatro, não. É aquele que mostra a pessoa como ela é.
É certo que, às vezes, faz bem pensar cinco vezes.
Dez... já é demais. Comigo não resulta! ;)
De loengo a 26 de Fevereiro de 2013 às 21:32
Gosto muito deste "Improviso"
Concordo.
Muitas vezes, quanto mais planeado, com muita e grande facilidade sai "furado"...
Gosto das boas surpresas que o improviso transporta, em muita situações.
De tresgues a 27 de Fevereiro de 2013 às 10:21

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