Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Andar de avião? Perdão, comboio!

Inspira-me. Um medo que tenha conseguido ultrapassar. Andar de avião.

Já falei dele aqui: Devemos sempre voar. Mesmo sem asas!

 

Durante anos...

 ♦ Tive quem me convidasse para ir aos Açores. A filha foi. Eu ofereci a minha passagem a quem fosse com ela. No dia em que partiram fui à praia para esquecer. Ao atravessar a ponte, ouço na rádio que um avião que partira de Lisboa teve de aterrar de emergência numa outra ilha. Era "o dela". Sim. Mas, felizmente, só um contratempo. Que, por acaso, até foi notícia de telejornal.

♦ Cheguei a ter passagens reservadas para o local que mais queria visitar: Cabo Verde. E ainda quero. Mas sonhei que o avião caía. Passado um dia desmarquei.

♦ Tive quem me pagasse uma viagem pequena, Algarve-Lisboa, só para perder aquele medo. Fiz a viagem sozinha. Não queria. Mas gostei. Achei-a demaiado pequena. Curioso. E não é que lá em cima me esqueci do medo, com tanto mar para olhar? O mar. Sempre com grandes feitos, e efeitos (positivos) na minha pessoa.

Mas foi sol de pouca dura.

Mais tarde...

♦ Um grupo de amigos ía divertir-se a Cuba. Gostava deles. Gostava de ter ido. Mas, para além de ter de pintar a casa nesse ano e gastar mais do que devia, o medo também lá estava. Disse-o ao grupo. Nunca escondi os meus medos. Mas, curioso. Mais uma vez. Acho que ninguém acreditou. (Ela? Com medos? E uma pessoa já nem pode ser sincera neste mundo. Os outros até desconfiam.)

 

♥ Um dia, com a filha a estudar na Alemanha, recebo dela, menina que nunca se queixa (sim, sim, sai a sua rica mãe!;) uma notícia de aflição sobre a sua saúde, por volta do meio-dia. Às oito da noite, sozinha, estava no aeroporto de Frankfurt, ali mesmo ao pé dela. Medo... quê? De quê? Alguém pronunciou essa palavra alguma vez na vida? Infelizmente, na altura, ela tinha razão. E, apesar de nem sempre, da melhor maneira para ela, felizmente, tudo já está ultrapassado e quase esquecido. Ela já terminou o seu PhD, já viajou por aqueles lugares que imaginou e que fizera questão de prometer a si própria naquela pior altura da vida. Fê-lo sempre, aliás, desde muito cedo (para os hábitos portugueses) e continua (sempre) com o meu apoio (apesar dos nossos medos é nosso dever incentivá-los para que não passem pelo mesmo que nós). E eu... foram horas e horas e dias e dias e uns anitos a voar. De cá para lá, de lá para cá, sem nunca mais juntar as letras M-E-D-O por esta mesma ordem. As viagens eram passadas, ora com enorme ansiedade, ora com enorme alegria, sem ter tempo de pensar nessa tal palavra. O que é, afinal, ter medo de andar de avião quando isso é tão... fútil, insignificante, picuinhas... mariquinhas, "mari-co-conças" ao pé de outras tão grandes e importantes prioridades da vida?

E já tudo me aconteceu. Até já perdi o avião, estando bem a horas no aeroporto.

Sem medos.

Eu disse avião?

Porque, quase sempre, incoscientemente, quem sabe, o chamo (só) de comboio.

Quem sabe, esteja aqui uma boa sugestão para si, por exemplo:

Tem medo de cães? Chame-os (só) de gatos. {#emotions_dlg.angel}

 

Resto de boa semana. 

publicado por tresgues às 09:59
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