Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

As escolhas de tresgues

Não me têm apetecido as escolhas.

Por motivos vários e, alguns, continuam há muito. Há demasiado tempo. Por exemplo e, desta vez, infelizmente, sei que não preciso de usar links para que tomem conhecimento destas duas notícias:

 

1- Violência doméstica - física e psicológica, entenda-se. Com mortes. Ou não.

Não entendo. Custa-me a aceitar que haja quem aceite. Mas há. Muita gente. Gente demais. Gente mais velha, gente mais nova. Por isso ela continua. Não entendo o "amor". Não entendo a dependência dita económica. Antes debaixo da ponte. É certo que, muitas vezes, esta atitude provoca ainda mais violência. E mais medos. Mas, neste caso, não existem leis à altura, porquê? Que coisa mais contra certas liberdades, aquela do "entre marido e mulher não metas a colher". E ouve-se, em tom depreciativo, quem pretende alertar para que haja um mínimo de dignidade e respeito que toda e qualquer pessoa deve ter: "há os filhos", "há que desculpar", "isso da separação é só para quem consegue, para quem pode", etc. Não entendo. E, já agora, peço desculpa se ferir susceptibilidades, então não é crime tratar mal os animais? Leis mais incisivas, mais objectivas, precisam-se. É pena. Mas são necessárias. E se sabemos de um maior número de violência contra a mulher é porque, neste caso, até é mais aceite. Infelizmente. É que uma mulher prestar obediência a um homem é uma coisa. Já um homem prestar obediência a uma mulher, é outra. Mas existe. Não é ainda de bom tom denunciar. A sociedade em que continuamos a caminhar, não dá, de todo, bons exemplos a quem mais deles precisa: os mais novos. Aqueles que, sem culpas, são eles, também, muitas vezes, vítimas destes comportamentos nada exemplares, que se dizem adultos e que até se dizem a favor do respeito mútuo e da dignidade humana.

 

2 - Incêndios - fogos postos, perdas de vidas que os combatem.

Não entendo. Leis mais incisivas precisam-se. Até pode haver condições climatéricas favoráveis, até pode haver negligência por parte de alguns proprietários, por parte das instituições competentes, por falta de verbas, por muitas faltas. Mas o maior problema é a falta de condenações de quem os provoca. E, como sabemos, é a grande maioria. Aquela maioria que não tem mais que fazer. E alguma, peço desculpa de novo, se ferir algumas susceptibilidades, que até está a receber o tal subsídio de inserção social, como foi hoje noticiado. E depois, temos aqueles que trabalharam toda uma vida para que vejam todo o seu trabalho destruído, e aqueles que, por tanto se esforçarem para vencerem esta guerra sem tréguas, sendo um exemplo para toda a sociedade, acabam por perder as suas vidas.

 

Haja ponderação política. Haja condenação adequada. Haja justiça.

E que não haja desculpas para quem bate, para quem abusa, para quem incendeia, só porque até "nem sabia que era crime".

 

"Mal vai a sociedade quando a moral se esgota na lei." 

(Autor - Bagão Félix , António   Fonte: Público   / 20071101)


E numa lei sem sentido, sem lógica, a sociedade não vai mal.

Vai muito pior do que isso.

 

Bom fim-de-semana.

 

publicado por tresgues às 14:43
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