Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Coisas da vida. Acredite se quiser.

Mas quem é que acredita que alguém que perdeu as chaves de casa - de manhã - na praia, as vá encontrar - à tarde - em pleno Oceano Atlântico, enterradas na areia "lá do fundo", só com o porta-chaves à vista, movendo-se graciosamente ao sabor das marés e ao ritmo das ondas que por ali vagueiam?

 

E depois de um primeiro momento que imagino como "isto não me está a acontecer", seguido de um segundo, mais efusivo, como "só pode ser o meu dia de sorte... que bem mereço", só as consegue alcançar após passagem e rebentamento de mais uma daquelas belas ondas oceânicas e de, por incrível que pareça, após passagem de um peixe de porte nada modesto e, convenhamos, muito insensível à "desgraça" alheia! 

 

Alguém acreditaria, mesmo que vislumbrasse a ditosa cena num qualquer ecrã, dum qualquer cinema, perto de si?

 

Pois é. Aconteceu. Não sem antes eu lhe ter dito ao telefone (já a pensar na oportunidade ímpar de lhe poder mostrar o quanto ele é eficaz) :

"- Reza ao Santo António!"

 

Não sei se o fez. Diz-me que sim. Que o fez todo o dia.

Não sei se fala a sério ou, se está a brincar...

Mas também não parou de procurar, passando o santo dia em busca do "tesouro perdido", ao ponto de, após esgotadas todas as tentativas e já com o pensamento nas "chaves do Areeiro", resolver ir comprar uma máscara de mergulho e procurar no sítio onde dera os seus primeiros mergulhos matinais.

 

É que as chaves, pelos vistos, estariam precisamente dentro do bolso dos calções de banho e, evidentemente, independentes como são, resolveram por sua conta e risco e sem dar cavaco a ninguém, ir em demanda de novos mundos, qual navegador português em pleno século XV ou, por outro lado, numa de "Farta! Farta! Sempre encurralada, maltratada... quero mudar a minha vida. Eu sou capaz. Eu tenho força e vou MUDÁ-LA, JÁ!", qual esposa, namorada, amante ou "amantizada", em dias de plenos rasgos de lucidez..

 

A liberdade é, na verdade, bonita de se ver e viver... Mas, quando se é "pequeno", é difícil... muito difícil. Mas, o pior, pior, pior (e aqui já não fico tão descansada) é quando a "alma não é pequena". Pelos vistos, a desta chave, é muito, muito, grande.

Mas, pensando bem, fico um pouco mais tranquila.

Porque o problema dela é só um. 

 

É um Santinho amigo... e a grande vontade de não a perder ou, neste caso, de a encontrar! 

 

publicado por tresgues às 01:28
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comentários:
De R. a 13 de Setembro de 2008 às 09:58
E ora cá estou eu a acreditar muito piamente que tal poderá ser verdade sim! Não que mo tenham dito, mas que tenha lido... e acredito pois...então não teria de acreditar!
De tresgues a 13 de Setembro de 2008 às 23:57
:))))

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