Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

2 de Novembro

"Quando se gosta da vida, gosta-se do passado, porque ele é o presente tal como sobreviveu na memória humana."  - Marguerite Yourcenar - (Seja lá quem for.)

 

          •Numa montra qualquer in Deutschland

 

"A maior prova de coragem é suportar as derrotas sem perder o ânimo."  - Robert Ingersoll - (Idem.)

 

Foste o exemplo. Do Outono fazias Primavera.

E... do Inverno, Verão.

Parabéns avó.

 

publicado por tresgues às 09:43
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comentários:
De João Silva a 2 de Novembro de 2009 às 16:14
Olá tresgues!

O papel dos avós na família vai muito além dos mimos dados aos netos, e muitas vezes eles são o suporte afectivo e financeiro de pais e filhos. Por isso, se diz que os avós são pais duas vezes.
Ainda me posso dar ao luxo de ter uma avó, embora actualmente esteja num Lar, onde já pouco ou nada consegue ter a noção do que se passa à sua volta, já leva noventa e muitos anos...

É o ciclo normal da vida...

Uma boa semana!
De tresgues a 2 de Novembro de 2009 às 23:25
Olá João, é isso tudo. Mesmo. A minha avó viveu sempre com uma lucidez impressionante, até aos noventa e muitos, quando faleceu. Ainda não foi há muito. Nos últimos tempos da sua vida, quando os médicos já temiam mais pela minha mãe - que lhe prestava os cuidados necessários - do que por ela, chamou a minha mãe de parte e disse-lhe: "Filha, o que é isso? Não podes assim continuar. Vejo-te pior cada dia que passa. Não podemos ser assim. Eu também já enterrei a minha mãe... E o meu pai. Todos temos de passar pelo mesmo. É a lei natural da vida!"
Com estas mesmas palavras.
E ela que não gostava de Lares - onde só ficava quando havia inteira necessidade dos meus pais sairem de casa - aceitou "de boa vontade" sair durante uns tempos, alegando um possível descanso da minha mãe, vestiu o melhor que tinha e despediu-se numa quinta-feira. Após três dias, no Domingo seguinte, quando os meus pais a íam ver, faleceu.
E hoje faria anos.
Pena que a avó do João assim esteja. Mas, às vezes, quem sabe, seja melhor assim.
Obrigada. Um abraço.
De Traquinasmother a 2 de Novembro de 2009 às 21:20
Parabens também com um beijinho muito grande..eu já não tenhonem materna, nem materna..mas viveram o que puderam e mais não se pode pedir...


Chego aqui ao seu blog depois de uns dias de ferias..e que actualizado está pá..tenho de ir ler com calma...

De tresgues a 2 de Novembro de 2009 às 23:31
Um beijinho também para si. Hoje, e após falar com a minha mãe estou assim um pouco "lamechas" para o meu gosto. Adorava a minha avó. Mas pronto. Amanhã já passa!
Ora faz então favor de ler com calma.
Também não tenho tido muito tempo para ler os outros blogs. Mas vou esforçar-me.
De rodrigando a 4 de Novembro de 2009 às 05:45
Olá,como vai? Eu estou tão bem quanto é possivel.
Hoje estou sem sono e fiz "noitada" o que foi optimo porque pus a leitura em dia. Consegui ler as suas escolhas mas como na altura não tive coragem para as comentar, agora já está "fora de prazo".
Quanto às avós eu só conheci uma, a paterna e pouco contacto tive com ela. Só me recordo de ter dezasseis anos e ela oitenta e muitos e ter de ir quase a correr para lhe acompanhar o passo . Nunca soube o que era o carinho delas. Provavelmente é por isso que sou tão companheira para os meus netos.Quero que um dia que eu morra eles se recordem de mim com carinho e como companheira de brincadeiras. De brincadeiras tão tolas que há dias a minha neta de 2anos e meio me disse no meio de gargalhadas "ò vó Adelha tás baluca ou quê? Claro que eu ri à gargalhada e o pai muito a custo para conter o riso repreendeu-a mas eu prefiro ser recordada como a avó que brincava "à baluca" do que como uma avó distante e pouco carinhosa. Não os deseduco nem desautorizo os pais mas,a brincar,consigo levá-los a fazer o que é preciso.
De tresgues a 4 de Novembro de 2009 às 09:49
Olá! Muito gosto em "vê-la" por aqui. E se, agora, durante uns tempos eu só a puder ver às terças... que bom que é! Uma já passou! Já lá vai!
Vó Adelha, gostei dessa. Eu chamava à minha "vó Laida" e, antes disso, "vó Calaca". Todos os anos no Verão ía para sua casa passar férias e o facto de ela ter sempre a casa cheia de raparigas que aprendiam costura, era para mim uma mais valia, porque convivia com todas ao longo desse tempo. Depois, saía com elas, às compras, escutava as suas conversas sobre os namorados às escondidas da avó, às vezes ía com elas e com a avó às festas de Verão que eu adorava. Com quatro/cinco anos, lembro-me de dançar, dançar e pedir à avó, às quatro da manhã, que me deixasse ficar mais uma hora... porque a festa estava tão boa! Era eu que dançava com os namorados delas - enquanto os pais delas não sabiam de nada ou, se por serem novas, não as deixavam namorar. É claro que eu sabia de todas as histórias secretas e conhecia os namorados de todas... secretamente! Depois, com a minha avó, apesar de trabalhar muito - era ela que sustentava a casa - havia sempre um pouco ao fim do dia que me era dedicado. O que eu aprendi com aquela mulher coragem! As histórias de vida que ouvi, até me deixar dormir com a cabeça no seu colo. Recordo esses momentos como únicos! Cantando, ensinou-me os primeiros passos de dança na sala - e que bem que dançava - sob o olhar feliz da minha bisavó. Sim, também convivi ainda muito com a sua mãe. Tive essa grande sorte. Depois, quando já tinha escola, regressava de novo, a Lisboa, em Setembro.
Como não hei-de perder-me quando falo dela?
Um abraço e um óptimo dia!

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