Segunda-feira, 17 de Março de 2014

Risco sísmico...

...Em Portugal?

Nã! A "coisa energética" das casas é que é importante. Só tenho coisas que me ralem.

Gente estranha, que não tem mais em que pensar, é o que é - sois vós capazes de pensar.

 

Mas pergunto, e esta notícia, fez-me lembrar mais uma vez do assunto de que ninguém fala (e se fala logo lhe dizem: Eh, pá, se pensarmos nisso nunca mais fazemos nada na vida ou então não moramos em Portugal e vamos todos para outro lugar do mundo com menor risco sismíco!). Ok, já estão a ir muitos. E esses, talvez se safem, quando um sismo normal aparecer por estas bandas. Normal, sim. Porque não estamos preparados como, por exemplo, no Chile. Ontem, o Chile teve um sismo de grau 7 ponto qualquer coisa, sem incidentes de maior. Mas acreditem que nós não somos o Chile nesta matéria. Eles já tomaram as devidas precauções. Ok, não somos o Chile em termos de quantidade sismica. Mas porque fechamos os olhos à nossa "localização sismica"? Até me custa dizer, mas é verdade. E, como de costume, só depois de acontecer é que se fala no assunto e nas precauções que deviam ter sido tomadas. O costume. Isto, porque perante a seguinte notícia, que nada me espanta, ainda continuamos a enterrar a cabeça na areia. (Mas olhem que temos cada vez menos areia, meus senhores!):

Reabilitação urbana ameaça Segurança dos moradores, Lei ignora risco sísmico. Arquitetos e engenheiros acusam Ministério do Ambiente de não definir normas claras para o reforço estrutural dos edifícios com mais de 30 anos.

 

Mas é que...

9. As casas em Portugal estão preparadas para resistir a sismos?

"A maioria das construções já terá resistência sísmica", afirma Ema Coelho, responsável do Núcleo de Engenharia Sísmica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que se mostra "preocupada com as edificações anteriores a 1960". Segundo explicou ao DN, "só em 1960 é que passou a haver regulamentação específica para as novas construções terem resistência aos sismos. Em 1980 essa regulamentação foi reforçada, determinando que os edifícios têm de cumprir os requisitos para resistir aos sismos". No entanto, "não há a garantia de que a regulamentação seja cumprida a 100% pelos construtores. Nas grandes obras públicas, não há dúvida que sim. Na construção privada não se tem feito essa verificação, mas penso que seja cumprida", referiu. "As câmaras municipais têm técnicos e existem mecanismos para verificar se as construções, mesmo depois de concluídas, cumprem os requisitos de resistência sísmica. Mas não o fazem", diz a mesma responsável, defendendo que "é preciso reforçar a fiscalização". Considera que, "da parte do consumidor, também não há a preocupação de saber se a casa que vai comprar tem resistência sísmica ou não". Ema Coelho salientou que "a regulamentação portuguesa, em termos da resistência sísmica em edificações, até é das mais evoluídas da Europa. Se for cumprida, o risco de os imóveis colapsarem é muito menor e não haverá problemas de maior". Revelou que "está a ser preparada nova legislação nesta matéria e as autoridades responsáveis deveriam aproveitar a oportunidade para regulamentar a obrigatoriedade de reforçar a resistência sísmica nas construções mais antigas, principalmente nas zonas mais vulneráveis, como Lisboa e Algarve". Exemplifica que, "por vezes fazem-se obras para recuperar edifícios, mas não se dá resistência sísmica. Normalmente, só tapam rachas e pintam as fachadas dos prédios. Para dar resistência sísmica às construções antigas, basta consolidar as suas ligações (paredes, tectos e chão). Os custos nem são muito elevados". Por Daniel Lam  (ler mais aqui)

 

Mas tá-se bem, e Lisboa tá na moda, pá! Pa quê pensar em tristezas? Pinta a casa, vende a casa, pá! É o que tá a dar. Certificado energético tá em conclusão. P´ra vender ou p´árrendar, tás a ver, ou não? Queres comprar? Não te rales com o reforço sismico, pá! Compra, tá a valorizar!

E se a casa cair? (Que é o mais certo.) Deixa que caia, hoje eu vou amanhecer na gandaia. 

 

E é assim. Até que seja. Bom, talvez se salde a dívida de uma vez por todas. Pena que se esqueçam que prevenir, também é poupar.

 

Boa semana.

Sem tremeliques de maior.

 

publicado por tresgues às 14:25
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comentários:
De Margarida a 18 de Março de 2014 às 14:28
Olha, do que tenho visto por esta Lisboa fora, pouco se reabilita. A moda está em deixar apodrecer até cair e depois constroi-se um edifício novo (e feio que sei lá), descaraterizando esta Lisboa linda.... mas, pelo menos, são edifícios que terão resistência sismica... esperamos nós!
De tresgues a 18 de Março de 2014 às 21:31
É uma pena que assim seja. Concordo plenamente. Há poucas excepções. Dão trabalho e levam tempo. As bem feitas.
As outras, vão com uma pintura, uma porta nova de alumínio, às vezes umas janelas, e diz-se delas "um espectáculo, uma excelência e muito cachet!" (E pede-se por elas todo um cachet que é um espectáculo de excelência.)
Quanto à resistência sís...mi...quê? Hum?

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