Domingo, 9 de Março de 2014

Sobre a mesada. Ou a semanada.

Sobre esta questão da mesada (ou semanada) dada pelos pais aos filhos, que pode ler hoje no DN, recordo sempre com um sorriso o assunto.

A filha apontava numa agenda da Mafalda (que guardo no sótão com carinho), as somas dos meses e os gastos por ela efectuados. Achava interessante o facto de que, quanto mais ía tendo, menos queria gastar. 

Mas... há sempre um mas. Por mais poupados que sejamos.

E pode ler-se na agenda o seguinte:

- Mês tal, dia tal - Recebi x. Não gastei nada.

- Mesmo mês, dia tal - Mãe pediu emprestados 20 escudos (sim, somos desse tempo). E lá aparece, à frente, a respectiva conta de diminuir.

- Mesmo mês, dia tal - Emprestei 20 escudos ao pai. E lá está nova conta de diminuir.

- Mesmo mês, dia tal - Hoje emprestei 10 escudos ao pai. E nova diminuição.

- Mesmo mês, dia tal - Emprestei 10 escudos à mãe que não tinha trocos. Nova diminuição. E o saldo quase devedor.

- Mesmo mês, dia tal - Mãe deu 10 escudos para pagar o que deve. Uma adição. Não era sem tempo.

- Mesmo mês, dia tal - Mãe pediu 5 escudos.

Dá vontade de perguntar: Olha lá, e não te pagavam com juros?

Gente reles. Parecem uns que eu cá sei. E que vocês muito bem sabem quem são.

 

Acho que é por isso, que ainda hoje ela é assim um pouco... não a chamada forreta, mas muito cuidadosa nas suas economias e com tudo aquilo que gasta. E com tudo o que tenciona gastar. Ou tencionava. Ou, pronto. Gostava, mas já não tenciona. 

Então a estratégia da mesada, posso dizer, dá resultado.

Hoje, ainda dou por ela a dizer esta coisa "tão estranha": Uma pessoa hoje até pode ter alguma coisa, mas amanhã nunca se sabe.

Não sei onde foi ela buscar estes exemplos. Estas ideias.

 

PS: Prefiro a mesada. Dá mais luta a gerir do que a semanada. Se não se puder dar mais, dá-se menos.

Se tiver que lhe pedir emprestado... olhe, nem sei que lhe diga. "Maus exemplos", é o que é. Mas, muitas vezes, por isso, quando bem identificados e bem analisados resultam em boas estratégias. E quando os bons exemplos de só gastarmos quando temos, ou melhor, menos do que temos, lhe são associados, acho que os resultados serão visíveis. Considero ainda importante não se ocultarem as dificuldades, ou os ganhos ou as perdas. Antes pelo contrário. Inserir os filhos desde cedo no assunto, não será uma má estratégia. Digo eu.

 

Bom domingo.

Está a chegar o sol a Lisboa!

publicado por tresgues às 10:11
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