Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

Sobre o dormir e o acordar

Sabe por que acorda antes de tocar o despertador? - CM.

 

Quando vi esta pergunta, mais uma vez na vida penso: Ó diabo, eu não sou normal. Eu não me lembro desta situação ter acontecido alguma vez - vá que tenha acontecido duas vezes - em toda a minha vida. Isso não é normal em mim. É normal ficar mais do que chateada com o despertador quando ele toca e me acorda. Por isso, sou tão contra todos os relógios, principalmente todos os despertadores. Para melhor se perceber, não gosto de nada que me desvie da minha vida - já de si, como todas as outras vidas, com tanto que pensar -, ou seja dos meus pensamentos no momento, quando toca um telefone, uma campainha e claro, pior ainda, o despertador.

Por isso desligo tanta vez o telefone. Por isso adoro não ter relógio. Por isso adoro não ter despertador para me acordar. Aliás, o meu sonho de vida é poder levantar-me e deitar-me só quando tenho, mesmo, vontade. Quando isso acontece ando muito mais tranquila, de melhor humor, etc. Nem sei por que se há-de pensar de outra maneira. Mas enfim, há quem se ria de lado quando digo estas verdades. Homofóbicos, como já lhes chamei? Invejosos? Não. Tem a ver com a própria pessoa. Vários estudos têm demonstrado - e continuam a demonstrar, o que é importante, pois ainda ninguém negou esta hipótese como outras tão certas que já foram negadas... a propósito, já sabem daquela que saiu esta semana sobre os antioxidantes? - como dizia, vários estudos têm vindo a demonstrar que toda esta coisa sobre o dormir está relacionada com a nossa própria pessoa. Ponto. Mais nada.

Comigo, até agora, tem sido assim. E espero que continue. Acho até que é o que me tem valido na vida. Explicando melhor. Se tenho dias que, por motivos, só me deixo dormir lá para as cinco da matina (sim, já tive) tenho o dom de não me stressar com isso, mesmo sabendo que no outro dia é melhor ninguém se meter comigo (e sou mesmo capaz nesse dia, adiar decisões importantes, por saber que não estou NADA em condições de as tomar) sei que, na noite seguinte, estou mais morta que viva e me deixo dormir com tanto afinco, que no outro dia acordo, por vezes, na mesma posição (ou quase) com a qual me deitei.

Quanto a mim, eu nem percebo aquela coisa de as pessoas quererem chegar primeiro do que todas  a todo o lado. Serem as primeiras da manhã no supermercado, no médico, na repartição... e ali estão nas filas todas contentes. Eu, sempre que posso, e faço mesmo para que aconteça, vou ao super, ao médico, à repartição a horas desertas. Poque eu sei quais são. As pessoas normais pensam: Ah, vou cedo para ser a primeira, ficar despachada e não estar na fila. Eu penso: Ah, vou no fim de todos, que é melhor. E aqui o fim, meus amigos, depende do ponto de vista. Podemos relacionar com o fim daquele dia ou... (e isto é que é pensar com pinta!;) vou hoje ao final do dia porque até vou antes dos que vão amanhã logo de manhãzinha e já fico despachada. E ir no fim de todos ou antes dos que vão no dia seguinte é:

 - ter todo o pessoal com mais pachorra e mais disponível para nos atender;

 - quase ficar amiga deste pessoal todo, porque reconhecem que é "fixe" para eles cada um ir ir a horas diferentes.

 - não estar horas sem fim em filas que não interessam a ninguém, muito menos a mim;

 - não estar com o pessoal da fila e arredores a espirrar, a tossir, a assoar-se para cima de mim;

 - não estar com o pessoal da fila e arredores literalmente em cima de mim e a meterem a cara em tudo o que tenho dentro da mala, dentro do saco, dentro de mim...;

 - fazer tudo muito mais descansadinha e ainda ter umas benesses de esclarecimentos... porque até há tempo para isso;

 - chegar ao fim do dia menos stressada e com a vida toda tão em ordem como os que se levantam às cinco para serem os primeiros e depois, DORMIR o sono dos justos e... da justa. Que sou eu.

Sim, eu sei que nem sempre assim pode ser. Esqueçam agora o trabalho (no meu tive a sorte de poder escolher horários e fui a única que escolhi, por opção, o da parte da tarde) e aquelas coisas que têm mesmo de ser. Mas quando pode ser, eu sei que, para muitos, continua tudo na mesma. Num stresse mais do que perfeito. Há o stresse perfeito, o imperfeito e o mais que perfeito e, esse, não deixa as pessoas dormirem. E, esse, faz as pessoas tomarem drogas para dormirem (mal) e para no outro dia acordarem muito cedo para a (má) vida. Sim, boa é que não é.

E o que eu já escrevi, meu deus, sobre esta coisa do acordar antes do despertador.

É que sabem, esta noite dormi dez horas seguidas. Porque ontem, por motivos, tinha dormido só umas cinco.

Hoje desliguei tudo e pronto.

O dia lá fora está estranho.

O dia cá dentro, um espectáculo.

Silencioso e calmo, como deve ser.

Resto de bom dia.

E durmam bem. 

(Mesmo com o correr da baba.)

publicado por tresgues às 11:08
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