Quinta-feira, 26 de Novembro de 2015

Cenas quotidianas

Acabado de ouvir, ali, num centro comercial.

Senhora ao telefone:

 

- Pois, tás a ver, encontrámo-nos, falámos, depois de ele também tar muito tempo, assim, sozinho, conversámos e ele também lhe custava a pagar a renda e pronto, resolvemos juntar os trapos e foi assim.

 

PS: Eu até acho que este novo governo iria encontrar uma crise muito menor deixada pelo anterior (governo), se todos os passos que se dessem fossem neste sentido: o de não voltar costas uns aos outros. Antes pelo contrário. Foi  bonito de ouvir. E a pessoa aprende todos os dias mais qualquer coisinha na dureza desta vida. Já a minha avó dizia: "As pessoas todas sabem tudo!"  E aprende (só) quem quer, acrescento eu.

 

publicado por tresgues às 14:37
link do post | comentar
Quarta-feira, 29 de Julho de 2015

Cenas quotidianas

Num hospital de Lisboa.

Sala de espera. Hora de telejornal das 13h.

Senhor dorme na cadeira. Senhor quase ressona. Senhor acorda. Senhor olha para o ecrã. Alto e bom som - e com esta linda expressão>  < - comenta, ao ver o nosso primeiro:

- BOLAS, SEMPRE O MESMO GAJO!!!

 

E volta a fechar os olhos.

 

publicado por tresgues às 09:05
link do post | comentar
Quinta-feira, 9 de Julho de 2015

Cenas quotidianas

Ouvido numa superfície comercial:

- Mãe, vou já embora!

- Já? Bolas...

-Olha, também quero estar com o meu namorado. Nunca estou. Não sou como tu. Que passas o dia com o teu.

- ... (silêncio).

 

PS1: Cenas quotidianas. E modernas. E originais. Tal como a loja onde se passou a cena.

PS2: Já estou quase boa da visão, mas ainda não devo abusar. Por isso só passo, ainda, de vez em quando. Ah! Mas oiço lindamente. ;)

Resto de boa semana.

publicado por tresgues às 08:48
link do post | comentar
Terça-feira, 31 de Março de 2015

Pergunta do dia

- Por que é que no jornal Expresso estava escrito num rectângulo "RECEBA" e eu leio "REBECA"?

 

PS: Só para que não acabe o mês sem saberem porque razão não tenho aparecido por aqui: internamento da mãe e minha cabeça neste estado. Que chegue Abril!

publicado por tresgues às 08:49
link do post | comentar
Segunda-feira, 16 de Março de 2015

Cenas quotidianas

Desta vez numa bomba de gasolina.

Ao altifalante, alto e bom som, cá para a rua:

 

Altifalante: Senhora da bomba 4, dirija-se primeiro à caixa para pagar.

 

A senhora da bomba 5 até se assustou com o "alto e bom som".

Passados uns minutos:

 

Altifalante: Senhora da bomba 4, espere um pouco, deixe registar o pagamento.

 

Mais uns minutos:

 

Altifalante: Senhora da bomba 4, venha buscar o maço de tabaco que deixou no balcão.

 

Aqui, a senhora da bomba 5, com vontade de rir, não se conteve e teve de olhar para a senhora - que coitada, lá entrava e saía cada vez que era chamada - e para a "sua" bomba 4, mesmo ali ao lado.

E até pensou para si própria, a senhora da bomba 5:

- Bolas, há gente bem pior do que eu!

 

PS: Senhora da bomba 5 - que não costuma ter destes sons na sua bomba habitual?

Eu mesma, muito prazer!

publicado por tresgues às 09:05
link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 5 de Maio de 2014

Cenas quotidianas

Estou chateada.

Então não é que me deram mais dez anos do que aqueles que tenho?

- Dez anos?

- Ah, e tal, é muito parecida com uma amiga minha, da minha idade. Como falou da sua filha...

E depois saem-me coisas assim (para parecer, talvez, que estou bem disposta com a questão e nada incomodada e... ) sem nunca o ter visto mais gordo (mas pronto, estávamos a falar de crianças mal comportadas e dos respectivos castigos):

- Deve querer apanhar, só se for... ;)

- Ah, podia estar bem conservada... ;(

Olhem! Gostei do sítio (Fonte da Telha), gostei do senhor e do cão do senhor... mas se não me passar até logo, não sei se lá volte. Se calhar volto. Mas vou vingar-me. A menos que alguém me diga que estou mais nova e me passe o "rancori"!

 

♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣  . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ . ♣ .

 

Sempre me deram menos idade.

Nunca, mas nunca...

Agora só me faltam oito para ter a idade da minha mãe?

E olha que ele tá muito bem, tá...

E depois... (Vou continuar só para mim, sim?)

 

Ou... será que tenha que injectar aquele líquido jovem, como os cientistas fizeram nos ratinhos velhos?

E... ou... (Até amanhã. Ou quando Deus quiser.)

 

publicado por tresgues às 15:30
link do post | comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Cenas quotidianas

1 - Às vezes, acontecem-me coisas.

     Assim:

 

a) Hoje, numa caixa de multibanco, pretendo actualizar os movimentos de conta. Ao ver a palavra "CONSULTA", penso, assim de repente, para logo depois achar que preciso de me tratar e marcar (mesmo) uma consulta.

- Olha, agora já marcam "consultas" (médicas) no multibanco.

 

Mas logo a seguir, lembro-me desta, ocorrida há mais de dez anos e penso, cá p'ra mim que isto já não tem cura:

 

b) Ao entrar numa pastelaria pretendo (eu pretendo sempre qualquer coisa, estão a ver, se não, não entrava) comprar uma garrafa de água natural. Mas, logo de repente, tal como hoje, penso: "NATURAL"? Devo estar a fazer confusão. Eu quero é referir-me à temperatura de dita (cuja). E vai daí, inteligente como sou, peço, alto e bom som:

 - Olhe por favor, é uma garrafa de água normal.

Ao ver a cara de pouco inteligente da menina, observo-lhe (sim, que eu gosto de transmitir os meus sentimentos):

- À temperatura normal. Não quero fresca, tá a ver?

Notando a cara da menina cada vez mais boquiaberta, continuo o esclarecimento que me compete:

- Então a água não é, ou não deveria ser, toda natural?

A menina consentiu, assentiu, mas ainda assim com uma cara desconfiada.

Não sei porquê!

 

PS: Não sei o que me leva a estas interrogações repentinas. 

      É que não me dão tempo de pensar.

      Estranho. Muito estranho.

      Estou a precisar de praia.

      Benfica! (Algum esclarecimento?)

publicado por tresgues às 14:06
link do post | comentar | ver comentários (4)
Segunda-feira, 31 de Março de 2014

Cenas quotidianas

- Vai lá buscar a tese e vê melhor o título e a data.

Fui ver. Também já não me lembrava bem.

Olho e leio de novo na primeira página:

 

To my mother:

 

Tira a mão do queixo não penses mais nisso  

O que lá vai já deu o que tinha a dar  

Quem ganhou ganhou e usou-se disso

Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar  

E enquanto alguns fazem figura  

Outros sucumbem à batota  

Chega a onde tu quiseres  

Mas goza bem a tua rota

 

Enquanto houver estrada pra andar  

A gente vai continuar  

Enquanto houver estrada pra andar  

Enquanto houver ventos e mar  

A gente não vai parar  

Enquanto houver ventos e mar

 

(Jorge Palma, A gente vai continuar, 1982)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E, ao relembrar, apeteceu-me dizer Encosta-te a mim. E abraçar-te. Pronto. E ponto. E olha, que todo o fim de semana e a noitada sirvam para alguma coisa. Se não for para já, que seja p'ra daqui a quinze dias, ou... o que tem de ser tem muita força. Se é p'rá acontecer, pois que seja... quando for. Mesmo que não seja agora. E cada um adapta à sua maneira uma letra, uma canção, uma música de que gosta. E, para além de outra tese muito particular e intensiva, foi assim o fim de semana.

Boa semana. Com este tempo chuvoso... tão escuro... vem aí um dilúvio.

 

publicado por tresgues às 14:32
link do post | comentar
Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013

Cenas Quotidianas

Sem escolhas. Peço desculpa. Ainda não é hoje que conto a tal cena da senhora do povo de que vos falei no último post.

Estou com pressa. Só isso.

 

Vamos à cena. 

Numa esplanada.

Só duas pessoas.

Eu a tomar a bica numa mesa. Um senhor, cara de pensionista, noutra. A ler o CM. 

 

Senhor baixinho (a cada página que folheava, lendo as gordas e sorrindo de modo sarcástico): Hum, hum, hum! Cab.ões! Hum, hum, hum, hum, hum, grandes cab.ões! Eh, pá! Eh, pá, hum, hum, hum, filh.s da p.ta! Cab.ões. F.da-se! Hum, hum, filh.s da mãe, cab-ões (... silêncio...); Eh, eh, eh, eh, car.lho, bolas, f.da-se, grandas cab.ões, grandas sacanas (...) p.tas de m.rda!

 

Eu, saboreando o café, comecei por ficar sem saber de onde vinha o som. Fiquei a saber. Fácil. Não havia mais ninguém. Sorri com ele. E tomei nota da ocorrência.

 

Bom fim de semana.

E já agora, pelo menos neste período temporal, abstenham-se de ler o jornal. Até rimou. 

Se não conseguirem, podem "blasfejar" (blasfemar). Diz que faz bem à alma. E à saúde. E a ver pela cara do senhor que tão bem "blasfejava" (blasfemava), não me pareceu dos portugueses mais infelizes. 

PS: Soa-me melhor blasfejar e blasfejava. (Não sei porquê.)

publicado por tresgues às 13:46
link do post | comentar
Domingo, 21 de Abril de 2013

Cenas do quotidiano

SICNotícias, entrevista em directo a um português residente em Boston, esperando que o último dos irmãos fosse capturado, já depois de muitas e muitas perguntas, algumas repetitivas, outras com pouco nexo - digamos que de recurso da senhora jornalista para "encher chouriços até que a coisa se desse",- mas às quais o senhor David, manager da Casa do Benfica da Nova Inglaterra, educadamente e sempre solícito, ia respondendo. Por fim, veio a pergunta (já não me lembro bem os termos exactos) que se resumiu mais ou menos nisto:

- Então Sr. David não está em casa, está na casa do Benfica a ver a televisão e quais são aí as impressões sobre o caso e como acha que vai terminar?

Resposta sem os termos exactos, repito, mas não me podia esquecer dos últimos:

- Pois bem, é claro.. a gente só quer... eu só quero que o Benfica ganhe!

 

Por hoje é tudo. E faço minhas as últimas palavras do Sr. David.

publicado por tresgues às 09:41
link do post | comentar

.mais sobre mim

.pesquisar

.Dezembro 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
29
31

.posts recentes

. Cenas quotidianas

. Cenas quotidianas

. Cenas quotidianas

. Pergunta do dia

. Cenas quotidianas

. Cenas quotidianas

. Cenas quotidianas

. Cenas quotidianas

. Cenas Quotidianas

. Cenas do quotidiano

. Bernardo Maria!

.arquivos

.links

.subscrever feeds