Sexta-feira, 22 de Maio de 2015

As escolhas de tresgues

Muito arredadas, por aqui, as escolhas de que tanto gosto.

Mas valores mais altos se têm levantado. O exercício de recuperação ao meu tornozelo, por exemplo, é um desses valores. Adiante. Hoje temos uma só escolha. (Para não dizer que, hoje, ainda não há escolhas... como deve de ser.)

 

Sobre os exames, Eduardo Sá, diz na "Leya, Educação, "Os exames fazem bem às crianças"):

“Muitos filhos são objetivos curriculares e projetos de carreira para os seus pais. E não podem ser! As crianças precisam de errar para aprender. E de ficar com um friozinho na barriga antes de cada prova.
Sendo assim, os exames fazem bem às crianças. Funcionam, de certo modo, como as histórias de arrepios.Trazem algum medo para dentro das crianças, é verdade, mas obrigam-nos a não fugir dele. É importante que não se perca de vista que os medos nunca são estúpidos e que são - sempre! – um exercício de sabedoria. Mesmo que os medos comuniquem connosco de uma forma encriptada e pareçam ser qualquer coisa entre o esquisito e o bizarro.

E é tudo.

Ah! Já uma vez aqui tinha dito - aliás, mais do que uma vez - por outras palavras, claro, que concordava* com esta teoria.

Pois.

Bom fim-de-semana.

PS*: Há uma diferença: o Dr. Eduardo aplica o AO.

publicado por tresgues às 15:39
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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013

Prevenir nem sempre é o melhor remédio

Nós, comunidade médica, contribuímos para criar esta ideia de que quanto mais exames médicos e [mais] vigilância melhor e na realidade nunca se passou a mensagem de que quando nos submetemos a exames médicos corremos riscos. - Público.

Os danos causados por um rastreio excessivo são variáveis consoante o tipo de exame realizado, e vão desde a detecção de falsos positivos, o risco de detectar problemas sem importância clínica real e mesmo a realização posterior de tratamentos desnecessários.

A razão tarda, mas ainda bem que alguém ma dá.

Sempre fui defensora desta ideia e sempre bem apoiada quando, na Alemanha, me diziam: não se preocupe, se não tem sintomas, se se sente bem (e eu gostava disso); ou quando pedia uma mamografia porque já não a fazia há mais de dois anos : é de risco?, para depois a fazerem com a minha insistência, mas um pouco contrariados (e eu ficava a pensar no assunto, porque... eu gostava disso). Quando me sugeriram que comprimidos para a constipação? com eles isso demora sete dias, sem eles, demora oito. Tiveram razão. Quando um dia ouvi o investigador Sobrinho Simões dizer que se nós soubéssemos tudo aquilo por que passa o nosso corpo e que nunca chegamos a saber, porque ele nos defende tão bem, ficaríamos admirados (com o que já tínhamos tido). Também gostei disso. E logo nessa altura pensei muito bem no assunto.

Eu sou contra todos estes raios x que acabei de fazer nestes últimos dias, por mera rotina.

Eu sou contra comprimidos, por tudo e por nada.

Nunca tomei um comprimido para relaxar, para dormir, para a dor disto ou daquilo. Os que tomei foi porque era obrigatório (sem eles não faria a minha vida normal) e ainda hoje me deixam mazelas. Mas fizeram bem na altura. Portanto, resumindo e concluindo, cada um sabe de si, mas tudo quanto é demais enjoa, o que significa, neste caso, não faz nada bem à pessoa, e no meio termo é que está a virtude, ou seja nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Deve ser por isso que gosto de médicos bem dispostos, que não me ralhem porque não tomo, porque não faço, que receitam, receitam e que mandam fazer, e fazer, e fazer... exames. Esses não me apanham lá.

Protejam-se do frio e tenham um muito bom dia.

PS: Tenho tanto frio em casa como na rua. Deve se por isso que não me constipo. (Dois polares protegem-me da questão.;)

 

publicado por tresgues às 09:18
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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

Educação vs cultura (de boa educação)

Tanto que se tem desrespeitado a educação nestes últimos tempos. E nestes últimos dias. O mal da educação até é mais fácil de resolver do que se pensa. Só que, às vezes, não se pensa. Custa assim um pouquinho a pensar.

 

No último ranking da educação feito por um estudo que avalia o desempenho escolar em quarenta países, Portugal ficou no 27º lugar. Há pior. Há melhor. Nos cinco primeiros lugares estão a Finlândia, a Coreia do Sul, Hong Kong, Japão e Singapura, por esta ordem e à frente, por exemplo, da Suíça, Alemanha ou Dinamarca. Em último está a Indonésia, em penúltimo o Brasil.

Segundo o estudo, onde estão as verdadeiras diferenças entre os melhores e os piores?

 

Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, Michael Barber, consultor-chefe da Pearson - que efectuou o estudo - sublinha que as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação. (...) O estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo. Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking. Nesses países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas. Comparando a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças entre os dois países, mas um "valor moral" concedido à educação muito parecido. BBC.

Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação.

Está tudo dito.

 

Sobre os exames? Não vou falar. Até porque já falei deles há um ano. E, pelos vistos, há coisas bem mais importantes a debater. Como sejam, por exemplo, a tal cultura (geral) de boa educação. Que, normalmente, até passa de uma geração à outra geração, não é verdade? Assim de pais para filhos, por exemplo. Mas quando se perde custa a recuperar. Custa! Mas não há impossíveis. 

 

PS: Pois é! E deixem de lado os "pobrezinhos e os coitadinhos". Dos meninos. Tão contentinhos que estavam. E se não fossem os "grandes", ainda estavam mais. Gostei de os ver. Até tive "algumas" boas saudades.

publicado por tresgues às 08:52
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Prova final no 4º ano (II)

(TAKE 2) 

Por motivos :) - e entre os quais se encontra o que tenho ouvido por aí, sou levada a acrescentar, à minha primeira opinião acerca do assunto, o seguinte, e sintetizando:

1 - As provas são isso mesmo: provas. 

     Deixem de lhe chamar exames e vai ser mais fácil concordar com elas.

2 - Não vão eliminar ninguém.

     Contribuem apenas para a avaliação;

3 - As pessoas são avaliadas ao longo da vida. Por que não habituá-las desde cedo?

     Se não são avaliadas, deviam ser. Há gente mais empenhada do que outra e pode/e deve ser distinguida por esse facto. Por que não?

4 - Ninguém, que aprove estas provas - passo a possível redundância - e só por isso, deve ser conotada como saudoso/a do fascismo (!);

     Ninguém, que não aprove estas provas, e só por isso, deve ser conotado como uma pessoa democrata;

5 - Há coisas boas a recolher "do antigamente" e coisas inovadoras e excelentes "do recentemente".

     a) do antigamente (por exemplo):

         ♦ a memorização faz mal a alguém?

         ♦ saber a nossa História desde o início, é algum desperdício?

         ♦ saber fazer contas sem usar as máquinas, tem algum problema?

         ♦ escrever sem erros, preparando ditados, fazendo cópias das palavras mais difíceis (sim, e com as dificuldades a cores para melhor visualização), faz mal a quem?

         ♦ escrever textos criativos, ou não, ao sabor da pena, ou não, falando do que tiver vontade na altura, ou não, mas saber que alguém vai ter tempo para ler* e corrigir, sim, se for necessário), mas vai mesmo ler e, se for preciso, vai mesmo discutir o assunto com o aluno, algo a objectar?

         ♦ ter tempo* para fazer trabalhos manuais, desenho ou pintura, para cantar, disputar jogos entre turmas, etc., não desenvolve e não explora áreas bem interessantes do saber que podem, até, contribuir para uma melhoria do aproveitamento nas outras áreas? 

      

         b) do recentemente (por exemplo):

         ♦ saber usar o computador para complemento educativo e, porque não, lúdico, estando por dentro de todas as vantagens e desvantagens, perigos inclusive, nada a obstar, certo?

         ♦ saber usar iPods, iPads máquinas calculadoras, é bom, não é?

         ♦ chegar à resolução correcta de um problema matemático, de forma diferente e com criatividade, é de louvar, não é? 

         ♦ saber, compreender e experimentar a razão porque cinco vezes oito são quarenta, ajuda à memorização, certo?

         ♦ saber pensar, idealizar, concretizar, abstrair, generalizar, individualizar, decidir... etc.- sozinho - é meio caminho andado para a tal preparação para a vida - que se quer - não é verdade?

 

Porque não juntar as coisas do antigamente que se sabem boas e fazê-las conviver pacificamente com as novas, em prol de um melhor aproveitamento (não só estatístico)?

 

NOTA1: E devemos ter por certo que, muitas vezes, algo que poderia ser considerado pedagogicamente errado, pode resultar correctamente, quando já tudo se experimentou e nada resultou. Não fazer nada, não mexer, quando nada está bem, será bem pior. Sei de um caso: uma turma não havia meio de começar a ler, alto e bom som, sem medo, com atitude, com expressão, pontuação e a correcção adequadas. E já no terceiro ano (?)! Não estudavam a lição. Ponto final. Mas, curioso, adoravam ir à biblioteca (bem apetrechada, por sinal, para uma escola pública que, por sinal, devido ao interesse da directora que tinha à frente - e que, por sinal, até tinha autonomia própria, só por sinal...!;) todas as sextas, buscar um livrinho de leitura para ler no fim-de-semana. Muito bem. Já tudo fora experimentado e não havia modos de haver resultados. Sendo que as normas pedagógicas vigentes ditavam que, de maneira nenhuma, se poderia proibir a leitura de um livro a uma e qualquer criança - optou-se, em último recurso, por infringir essa regra. Resultado? Nem queiram saber como a estratégia resultou. E era vê-los a bater palmas e a exclamar: "Yes, vou levar livro no fim-de-semana!!!"

Que satisfação. Dos alunos e da professora.

 

NOTA2: Se ninguém fizer disto - da prova de avaliação - um bicho de sete cabeças, os miúdos até vão gostar e, repito, até se vão esforçar com gosto. Motivação, meus caros.


PS1*: Pois é. Mas, de momento, o professor tem pouco tempo para isto*. É pena. Tanta papelada, tanta reunião extra. Professores. Uns com os outros. E já fartos. Uns dos outros. Quando muitos preferiam ter tempo para outros. Extras. Com alunos. E que bem precisam. Uns dos outros.

 

PS2: Só um à parte, quanto às reprovações ditas precoces e discriminatórias - que já foram um pouquinho corrigidas: é bem mais difícil recuperar, por exemplo, um aluno e a sua auto-estima, que continue sem saber ler, escrever ou fazer contas - num terceiro ou quarto ano de escolaridade, junto de colegas da sua idade -  do que incentivá-lo no seu primeiro ano de repetência, junto de colegas que estão ao mesmo nível - ou, e ele sabe disso, num nível inferior, porque até nunca frequentaram aquele ano. E já não falo no trabalho extra do professor perante este aluno - que, neste contexto, é quantas vezes infrutífero e penalizador para os outros alunos da turma. Uma pena. (Para além de que, reprovar um aluno que não trabalhou nem se esforçou é, por si só, uma prova esforçada de relatórios atrás de relatórios, dando muito menos trabalho transitar um aluno que não sabe e não trabalhou o suficiente do que reprová-lo. Não é facilitismo, não?)  

 


PS3: Mas vá lá, para terminar em beleza, deixo-vos esta pérola de um aluno que sabia que nada fizera durante o ano e que, por isso, era um dos que estava em risco de reprovar (pese embora as tais dezenas de relatórios) - mas que tinha a tal permissão para escrever e desabafar com quem desejasse, inclusive com a professora, como foi caso.

Transcrevendo com base em provas documentais existentes:

 (E a ter que pedir algo, pede-se logo a "Deus"...!)

 

Professora

porquê que a professora não me passa? - eu sempre gostei da professora

Professora por vfavor passe-me para o primeiro ano onde a minha irmã carina anda mas não faz mal que eles me mandem para aqui outravés eu não fasso lá as coisas que eu fasso aqui a professora passame? porque se a professora passasme a minha mão deixavame ficar com o gato mas a minha mãe não deixa.

beijinhos do...(tal) para a Professora... (tal)

 

e

professora

eu gosto muito da professora eu ja a muito tenpo que não fazia cartas para a professora...


ou das poucas vezes que teve boa nota:

Professora

Eu agora vou-me portar muito bem eu ficei muito felis coando a professora pos muito bom (reparem que, não se verificando estes erros, claro, foi bom classificar/avaliar tudo com rigor) eu gosto muito da professora a minha mãe seca-lhar (reparem no "se calhar") vai ficar felis da quilo que eu fis bem beijinhos do...(tal)  para a professora... (tal)

E a professora gosta de mim por amigo?


HUM? Hum? hum? hum? hum?

Amigo é amigo, bolas!!! Desculpa qualquer coisinha, ou então... não é amigo da gente! Né?

 

Boa semana.

publicado por tresgues às 10:43
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Terça-feira, 27 de Março de 2012

Prova final no quarto ano

Concordo e aplaudo.

Já era hora.

Todos iguais, todos diferentes.

Diferentes porque uns são mais interessados do que outros, outros mais trabalhadores, outros mais atentos... Diferentes, portanto.

E nem todos têm capacidade para ser grandes doutores ou grandes engenheiros (sem trabalho no futuro), mas poderemos estar a perder grandes canalizadores, óptimos sapateiros ou costureiras (que poderão vir a ser bem precisos).

Portanto, é de pequenino que - já sabemos todos - se torce o pepino (nunca percebi bem esta analogia, mas entendo o que quer dizer, e concordo).

E até pode acontecer que alguns alunos se venham a empenhar muito mais, porque sabem que vão ter prova final.

Sempre assim foi.

A menos que tenham por perto um pai ou uma mãe que os venha a influenciar negativamente, com frases do género: "Coitadinhos, ainda são tão pequeninos, nem os deixam crescer saudavelmente..."; "Pobrezinhos, isto é só para criar diferenças entre os espertos e os outros." (Espertos, com uma carga negativa, claro, de tal modo que os pobrezinhos ficam logo sem vontade nenhuma de ser espertos. Coitadinhos).

Mas estes "pobrezinhos" e "coitadinhos" (até me custa a escrever estas duas palavras, mas que elas existem nalgumas mentes parentais, é um facto) vão enfrentar uma realidade bem diferente, onde os paizinhos não entram para os defender.

Ou entram, quem sabe? Ai, pobrezinhos. Coitadinhos.

 

PS: Eu adorei fazer exame no quarto ano (antiga quarta classe). Tive vestido, sapatos novos e tudo. Fazer provas do 6º ano (antigo 2º ano do ciclo... aliás fiz provas duas vezes porque mudei de escola em Abril). Fazer exames (ou ficar dispensada se tivesse média superior a catorze) a todas as disciplinas do 9º ano (antigo 5º ano... e um deles com uma carga horária de seis horas). Fazer exames no CComplementar para poder depois entrar no ensino superior.

E não vou continuar para não aborrecer

a quem tem mais que fazer

e precisa de trabalhar.

Ai, coitadinhos.

Resto de boa semana, pobrezinhos.

publicado por tresgues às 11:53
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