Segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Shelfies

Pediram uma. Já cá estão seis.

(Um dia mostro as outras.)

De livros específicos e temáticos a romances de outrora, de ficção a banda desenhada, de jornais novos ou amarelos a revistas de gosto... digamos que, menos requintado; da dispensa à cozinha, passando pela casa de banho... há para todos os gostos.

Há os comprados, os dados, os arregaçados (quase dados nas feiras de velharias) e os emprestados que nunca regressaram.

Se nunca me esqueci que me tinham emprestado "um tal dum livro"? Já. Mas já não consta destas, nem de outras, shelfies cá de casa.

 

 

 

 

 

 

publicado por tresgues às 11:02
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012

Desafio: a leitura preferida de 2012

Qual foi o livro que mais gostei de ler em 2012?

Boa pergunta. Fui ver. Aqui no blog.

É interessante como um blog pode ajudar as pessoas a relembrarem o que fizeram numa determinada altura. Já o usei muitas vezes com esse propósito. E fico deveras impressionada. Comigo. Pois. Por ter um blog que me reaviva memórias. Como foi o caso das leituras de 2012.

Que livros recomendo, então?

Dois. Porque descobri que só li (acabei de ler) dois. Dois. Pequenos. Mas bons. Os livros também não se medem aos palmos.

 

1 - «Discurso sobre o filho-da-puta» - Alberto Pimenta.

Falei dele aqui.

Por que lê-lo? Bem humorado e simples de entender e melhor de perceber (caso ainda não entenda ou ainda lhe custe a perceber), tudo, tudo, sobre um - bom, grande ou pequeno - filho-da-puta.

Dúvidas? Pois é melhor que se informe.  Eles "andem" aí. Há muito. E não desistem.

 

E já Bocage...

 

A vida é filha da puta,

A puta é filha da vida...

Nunca vi tanto filho da puta,

Na puta da minha vida!

 

2 - «Minto até ao dizer que minto» - José Luís Peixoto

Falei dele aqui.

Igualmente bem humorado (apresentar-se a uma sueca com o nome de "frigorífico" já diz muita coisa), lê-se com gosto e em pouco tempo. Que me perdoe José Luís Peixoto, autor que leio com prazer, ao falar do pouco tempo que demorou a ler, mas este não foi, definitivamente, um ano de grandes leituras. 

 

E para leituras de 2013...

 

Sendo APimenta minha recomendação

Para um bom filho-da-puta conhecer

JLPeixoto é minha outra sugestão 

Mentindo sem mentir, mas que vale a pena ler.

 

Tenho dito.

(Diz que é assim que termina qualquer discurso dos "filha-putenses".;)

 

Bom ano e bons livros.

publicado por tresgues às 11:22
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

"Minto até ao dizer que minto"

Título do livro bem humorado - Contos inéditos, José Luís Peixoto - para ler hoje, dia mundial do livro.

Ou num dia qualquer.

 

Voltámos à rua, encostámo-nos a uma parede e já tínhamos visto tudo aquilo que estávamos a ver. Quando não conhecíamos os rostos de vista, conhecíamos o seu tipo. Estávamos convencidos de que nada nos poderia surpreender, e não estávamos enganados. Éramos como aqueles pilotos que têm x milhares de horas de voo, que anseiam pela reforma, mas que temem não saber como utilizar o tempo livre.

Podemos ter reparado em alguém. Se o fizemos, esse momento perdeu-se para sempre porque não me lembro de nada e tenho a certeza de que também o Mefistófeles não se lembra. Voltámos a entrar, pedimos outro gim-tónico, voltámos a encostar-nos à mesma parede. Ficámos ali um bocado, pasmaceira, talvez vir ao Bairro Alto tenha sido má ideia, é sempre a mesma coisa, e chegaram duas loiras que conversavam e em quem não teria reparado se o Mefistófeles não se tivesse virado para elas. e interrompendo-as, não tivesse dito:

"Var kan jag hyraen cykel?"

Elas riram-se. Quase se engasgaram. Eram suecas. Desde quando é que Mefistófeles falava sueco?

Uma delas disse-lhe qualquer coisa que ele fingiu entender, demonstrando que apenas estava a fingir entender e, logo a seguir, respondeu-lhe:

"Jag skulle vilja ha en enkelbiljett."

Elas riram ainda mais. A partir daqui, a conversa continuou em inglês. Transcrevo-a traduzida, adaptada e sintetizada para maior comodidade de todos, excepto do grande número de possíveis leitores anglófonos (sorry).

O Mefistófeles perguntou-lhes em que parte da Suécia viviam. responderam em coro, Estocolmo.

"Conheço muito bem", disse-lhes.

E começou a falar da culinária, das tradições, dos monumentos, e a contar histórias sobre Estocolmo que elas nunca tinha ouvido.

Eu sabia, tinha a certeza absoluta que ele nunca tinha ido a Estocolmo e, quando consegui, perguntei-lhe em português como sabia tudo aquilo. Falando muito depressa, evitando o risco mínimo de ser entendido por elas, respondeu-me:

"Linoguiaqueestáláemcasa."

E virou-se para elas de sorriso aberto.

Pois era. Lá em casa havia um guia de Estocolmo. Tinha sido abandonado pela velha ou, muito mais provavelmente, por algumas das pessoas que entravam e saíam. O Mefistófeles tanto se esquecia de assuntos fundamentais como se lembrava dos detalhes mais inusitados. Era incrível que tivesse memorizado tanto e que sentisse confiança suficiente para dizer que conhecia Estocolmo, a duas raparigas loiras, de olhos marítimos. tops brancos de lycra, sem soutien, que viviam em Estocolmo. Era incrível que elas acreditassem.

Foi então que perguntaram os nossos nomes.

"Frigorífico", respondeu o Mefistófeles.

 

(págs. 32 a 35)

publicado por tresgues às 12:09
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

Conversas improváveis de uma sexta-feira santa

Melhor dizendo, discursos improváveis de uma sexta-feira santa.

(foi lapso.)

 

"É sexta-feira, trabalhei a semana inteira"

Não! Isto parece ser um discurso de trabalhador. Trabalhador animado, que quer ir p'rá brincadeira.

Não é discurso de filho-da-puta.

 

Esclarecendo:

Acerca do filho-da-puta, como acerca de muitas outras coisas, correm neste país as mais variadas lendas. Há até quem seja da opinião que o filho-da-puta, a bem dizer, nunca existiu, dado que ele é apenas um modo de mal-dizer. Nada, porém, mais falso.  (...) O filho-da-puta existe. Em todos os lugares, excepto no dicionário. No dicionário existem variados filhos, entre eles o filho-família, o filhastro e o filhote, mas não existe o filho-da-puta. Em compensação, o filho-da-puta existe em todos os outros lugares. Claro que há lugares que ele de preferência ocupa e onde por conseguinte é mais frequente encontrá-lo (...)

(...) é muito difícil reconhecê-los pois o filho-da-puta nem sempre usa sinais distintivos e de resto, há filhos-da-puta que vestem bem e filhos-da-puta que vestem mal, filhos-da-puta garridos e filhos-da-puta soturnos, de uniforme e à paisana, de saias e de calças, de bata branca e de bata preta. Nem sequer é fácil saber se o filho-da-puta te predilecção por este ou por aquele traje, é certo que ele se mostra mais nuns do que noutros (...)

Às vezes é certa delicadeza, certa doçura, certa suavidade do olhar e certo modo de encostar as pernas, e até certo modo de urinar e de defecar (este último sinal nem sempre é francamente detectável) que denota o filho-da-puta.

(...) o filho-da-puta, por si, nunca se define à primera vista, e esse é o primeiro e o principal dos seus traços. À primeira vista, o filho-da-puta diz quase sempre «sim senhor», à primeira vista, o filho-da-puta é sempre assim, «sim senhor». É só depois, às vezes muito depois, é que o filho-da-puta diz que não, «não senhor» (...)

Há filhos-da-puta especializados em fazer e filhos da puta especializados em não deixar fazer (...) Todo filho-da-puta colabora com todo o filho-da-puta na tarefa comum de todos os filhos-da-puta de impedir uma vida despreocupada.

(...) É-se filho-da-puta em full time. De manhã à noite, e de noite até de manhã (...)

Será eterno o filho-da-puta? Sim, tudo leva a crer que sim, que o filho-da-puta é eterno. (...) Um bocadinho triste, apagado, cansado, (...) e, coisa curiosa, ao mesmo tempo ordinário e delicado, muito ordinário e muito delicado, muito muito ordinário e muito muito delicado.

 

É só um breve resumo do que todos podem e devem saber sobre este ser.

Para melhor esclarecimento, sugiro a leitura do livro:

discurso sobre o filho-da-puta, de Alberto Pimenta, Maja Marek, 7 Nós, Maio 2010 , 6ª edição.

Curiosidade extra: 1ª edição em 1977, da Teorema.

 

PS: Aqui, só estão proibidos de comentar - e de se "transformarem" - a partir de hoje, os que por aqui passam antes de 2005.

Curiosidade extra: Este blog teve início em 2008.

 

tenho dito. (é assim que termina todo um discurso sobre o filho-da-puta.) 

publicado por tresgues às 11:53
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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

Ai, Sôbolos, Sôlobo!

A propósito de "Sôbolos, Rios que vão", mais uma cena do quotidiano.

(E as "escolhas" desta sexta ficam para a próxima, uma vez que esta "cena" pode correr o risco de ficar desactualizada. Aliás, já está, mas... não tive culpas pessoais no cartório.)

 

1 - Eu, via sms: 

moi - Vamos? Olha, imprime aí os convites do site que eu vou nesse dia para casa. 

my friend - Sim vamos, já estão imprimidos.

Fomos.

2 - À entrada do Museu, paro o carro.

Porteiro/segurança - que passo a chamar por lui, com (s) de "simpático" - com bloco de notas e esferográfica na mão:

lui(s), simpático - O nome por favor!

moi, solícita, ainda sem perceber a intenção - "tresgues, tal e tal."

lui(s), parecendo procurar e moi, parecendo entender e...

my friend, certeira - Era preciso dar o nome com antecedência?

lui(s) - Era, sim!

my friend - Oh, não sabia. Não vi nada no s...

moi - É só por convite pessoal?

lui(s), sorrindo e andando em direcção à recepção - Só um bocadinho, que eu já venho!

moi e my friend incrédulas.

lui(s) volta e antes que ele se atrevesse a pronunciar a mínima palavra:

moi - My friend, mostra lá o que imprimiste.

E antes que ela se atrevesse a pronunciar a mínima palavra, lendo alto, bom som e quase soletrando:

moi - (...) têm o pra-zer de con-vi-dar VOS-SA EX-CE-LÊN-CIA...

lui(s), não conseguindo conter o riso e não me deixando continuar - Entre. Pode entrar e estacionar ali dentro.

moi, contentinha da silva - E não é preciso ficar também o nome de my friend?

lui(s), "s" de "simpático" - Não, não, já chega.

3 - Lá dentro.

Figuras públicas, como a Senhora Tal, o senhor Tal, o cantor Tal, o Prof. Tal e Tal - e etc. - e todas as rádios e tvs e revistas imaginárias... e moi e my friend!!!

 

Porquoi?

Porque eu queria comprar o livro e oferecê-lo autografado a quem me deu a conhecer e a gostar de ALA(ntunes).

Resta-me acrescentar que tal não aconteceu.

Porquoi?

Porque, nem de propósito, o Sôlobo Antunes, diz assim - mais coisa, menos coisa - no final do evento, para desconsolo de moi e de my friend:

Sôlobo E agora, peço-vos imensa desculpa, mas tenho uns trezentos livros para assinar e não o farei porque estou muito cansado e ainda vou trabalhar à noite. Estarei no dia 1 e no dia 8...

Já nem ouvi bem o resto.

Precisava de vitamina C -"c" de credulidade.

Bebi um copo de sumo de laranja e saí.

Pronto.

Mas gosto de gente assim. Que não faz o que não lhe apetece.

Como eu.

O entendo. 

Porque ALA tem de trabalhar. Porque sabe que a morte vem lá, mas sabe que há quem fique cá. Para o ler. Diz.

E, se eu puder, lá irei.

Se não, mais uma vez, o propósito adiado, Sôlobo Antunes! Mas não preciso de lhe dizer que já falei com o Sôbolos (rios que vão) várias vezes. Pois não?

EXEUNT OMNES

E BOM fim-de-semana.

publicado por tresgues às 12:22
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Quinta-feira, 25 de Março de 2010

Calha sempre bem

Calha sempre bem receber um desafio quando:

 

1 - se tem mais que fazer,

2 - apetece fazer greve aos blogs;

3 - não apetece escrever;

4 - apetece viver a Primavera...

 

porque é só responder e já está!

 

Este foi-me "instruído" pela traquinas mother com este selo:

 
 
(gracias... a la mother) 
 
O desafio consiste em abrir o livro que se tem mais próximo de nós, na página 161, e escrever a 5ª frase completa.
 
O LIVRO:
"O livro das citações"
Paulo Neves da Silva - Casa das letras - 1ª edição - 2005.
 
 
A 5ª FRASE - pág. 161 - mais propriamente, a 5ª citação: 
"Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa."
Sigmund Freud
 
(Curiosidade na capa: "É bom ter livros de citações. Gravadas na memória, elas inspiram-nos bons pensamentos." - Winston Churchill.)

 

Já está.

Passar a cinco pessoas?

Muito difícil.

Todo o pessoal a quem poderia passar, ou já foi "instruído", ou está de greve aos blogs, ou não está, ou não responde a estas coisas, ou... ou... ou...

Então, considerem-se todos "passados", i.e., desafiados.

E fiquem à vontade.

Quem não tem blog pode desafiar-se aqui mesmo.

 

PS: Se eu gosto deste novo formato dos blogs Sapo?

Gosto. Mas não é a mesma coisa.

Mas amanhã, ou no outro dia, já me habituei.

Penso eu.

Gosto de variar a vida. De vez em quando.

publicado por tresgues às 10:44
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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Parabéns Gabriel García - Gabo!

Hoje dou os parabéns a um outro "três guês" de quem, também, gosto muito. ;)

Esse outro, é o escritor Gabriel Garcia Márquez - Gabo ou Gabito, p'rós amigos. 

Os meus parabéns - pelos seus oitenta e dois anos - são dados fora de horas, como já é meu costume. Mas todo o dia "é dia" para os darmos a quem gostamos.

 

É autor de um dos livros da minha vida: Cem anos de solidão

Devorei aquela leitura como se não houvesse mais nada para fazer.

Não é meu costume. Salvo raras excepções. Como é o caso.

Alguém me perguntou: "Como foste capaz de o ler tão depressa?"

Não sei. Há coisas que não se explicam.

Gostei. Gosto. Muito. E pronto.

Como gosto, recomendo-o.

 

Caso ainda não o tenham lido, deixo-vos com uma breve passagem do mesmo - que me vem sempre à memória, quando falo deste livro:

 

"Continuou mais interessado na inciclopédia do que no problema doméstico, mesmo quando teve de conformar-se com um pedaço de carne magra e um bocadinho de arroz ao almoço. «Agora é impossível fazer seja o que for», dizia. «Não pode chover toda a vida.» E quanto menos ouvidos dava às urgências do celeiro, mais intensa ia sendo a indignação de Fernanda, até que os seus protestos ocasionais, os seus desbafos pouco frequentes se desenfrearam numa corrente incontida, desatada, que começou numa manhã como o monótono bordão de uma guitarra e, à medida que o dia avançava, foi subindo de tom, cada vez mais rico, mais generoso. Aureliano Segundo só teve consciência da cantilena no dia seguinte, depois do pequeno-almoço, quando se sentiu atordoado por uma zoada que então era mais fuida e alta do que o rumor da chuva, e era Fernanda que passeava pela casa toda a queixar-se de que tinha sido educada como uma rainha para acabar como criada numa casa de doidos, com um marido folgazão, idólatra, libertino que ficava deitado à espera que chovesse pão do céu, enquanto ela ficava sem rins a tentar manter à tona uma casa segura por arames onde havia tanto que fazer, tanto que suportar e remediar desde que amanhecia o Senhor até à hora de se deitar, que chegava à cama com os olhos cheios de pó de vidro e, no entanto, ninguém nunca lhe dissera: «Bom dia Fernanda, como passaste a noite, Fernanda?» nem lhe tinham perguntado, nem que fosse por cortesia, (...). 

 

E lá continua Fernanda a sua ladainha, por mais setenta e três linhas -contadas agora por mim - sem pontos finais nem parágrafos (pags 256 a 258) até que, depois do pequeno-almoço, Aureliano Segundo se digna interrompê-la:

"- Isso é que não é verdade - (...)" .

 

E é assim que eu hoje,

antes do pequeno-almoço,

aqui publico este post atrasado 

para lhe dar os mais sinceros parabéns

e que conte ainda muitos

com muita saúde e alegria

junto dos que lhe são mais queridos

e que eu também veja com todos os meus

por muitas e muitas linhas

sem pontos finais nem parágrafos  e (...)

 

 

PS: ... E não me chamo Fernanda, mas era capaz de continuar a elogiá-lo até depois do pequeno-almoço de amanhã.

  

publicado por tresgues às 09:26
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Então, ontem lá perdemos?

Ontem, alguém nos dizia, como forma de elogio:

- Afilhada e madrinha foram escolhidas a dedo.

Resposta conjunta:

 - Claro!!!

Já aqui tenho falado da B. e até penso que o elogio deveria ser mais direccionado a ela.

Não costumo ser tão modesta em relação a mim... Mas desta vez "não tenho como" não ser. ;(

Senão vejamos...

Domingo de manhã, quando a fui buscar a casa dos pais, digo-lhe:

 - Então B, ontem, lá perdemos!

Resposta que, à semelhança de tantas outras, me deixa literalmente de "boca aberta", ao mesmo tempo que penso que aqueles nove anos valem por muitos mais:

- Então GG, é assim que se constrói uma vida!

E eu, tentando esclarecer alguma dúvida, se ainda a tivesse:

- Exactamente. A vida é mesmo assim. Umas vezes perdemos, outras ganhamos... Não é?

De volta só recebi um gesto que parecia dizer:

- "Hello!!! É lógico, não?"

 

OK!!!

Posso dizer-vos que aquilo me desarmou. Não porque eu não pense assim. Penso igual.

Mas...Porque eu sou "grande" e ela "não"(?), achei que o momento tinha de ser "comemorado" já ali, ao reparar que -coincidência das coincidências- estávamos na 2ª circular, mesmo perto da Luz!

 

Avisei (num inglês meio técnico) os outros ocupantes da minha "tão bem habitada" viatura, que não se ralassem nem moessem porque íamos cortar à direita, não na primeira, mas numa outra artéria rodoviária, em direcção ao local pensado.

 

Ela só falou quando estávamos prestes a estacionar:

 - A CATEDRAL!!!

 

A visita não foi além de uma meia hora - pois ainda tínhamos "outra meia" de caminho e a barriga podia começar a dar horas - mas penso que valeu a pena, apesar de já não ser a sua primeira visita.

Valeu a pena pelo que escolheu de presente - "O meu primeiro livro do Benfica".

 

 (Imagem PrimeBooks)

Todo o santo caminho foi dedicado a tão ávida leitura, só parando para comentar:

 - GG, a história que nos contaste do Rui Costa, a mim e ao meu amigo Zé, é verdade. Está aqui no livro.

Fiquei a pensar que subi mais um ponto na sua consideração.

Mas, por outro lado, "Será que ela julgou que eu inventava histórias para lhe contar?"

Hum... Se assim foi, agora já sabe que não sou dessas!!!

 

Já no restaurante (frente ao mar... Que bom!!!) os empregados, também benfiquistas, reparam no livro e nas estatísticas que ela lhes aponta, muito séria, nas últimas páginas:

- Somos, desde há muito tempo, os maiores!!!

 

Perdemos. Pois perdemos!

Mas soubemos tirar partido do caso. Pois soubemos!

"Partido esse" que foi iniciado por ela - com a tal frase inesperada -  e que me poderia levar a perguntar: 

- Sabe mais que uma miúda de nove anos?

E aqui está como, querendo, o futebol também pode servir para nos dar boas lições de vida e nos ajudar a crescer.

 

Como deve ser!!!

 

PS: E somos Meninas. Ah, pois somos! Com M dos Grandes! E... Muita "água benta" e o resto também... E "até debaixo de água" e "não queremos jantar"... E viva "a gente" e viva o Benfica e viva o Reys também e... Ao Leixões parabéns... Sem mágoa... Só com um "pouquinho" de inveja... Muito... "Pouquinho!" :(    

publicado por tresgues às 13:21
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

O tempo dos espelhos... (Livro)

Dos nossos tempos.

Das saudades. Das brincadeiras, dos afectos bem vividos - menos bem ou assim-assim.

Do que fomos, do que somos ou talvez não.

Do que poderíamos ter sido.

Das histórias bem vividas - menos bem ou assim-assim. 

Do que fizemos bem - menos bem ou assim-assim.

Do passado, do presente, do futuro.

Das alegrias, das tristezas, das dores e dos amores.

Das vontades. Nossas e dos nossos.

 

Nós autênticos.

Nós a fingir.

Nós a fugir.

Nós a ficar. A duvidar... A acreditar.

Nós.

Uma vida.

 

E ainda tanto para viver... Professor Júlio Machado Vaz!

 

Ri e chorei.

Li sem pressas, até à página cinquenta.

Até acabar, foi num sopro.

 

Revi-me ali... Em tanta coisa.

Mas, felizmente, não sou PSI. É mais fácil assim.

Mais simples.

Tão simples quanto: "São escolhas!" - diria, e muito bem, o seu filho.

E segue-se em frente.

E vive-se. O melhor que se pode. Quando se pode.

Assim que se pode.

 

Acabei de o ler.

Dei uma espreitadela no Blog do Murcon aconselhado por uma amiga, já faz tempo. Espreitem, também.

 

No início do "Estes difíceis amores", agradeci por mail um dos episódios - (mais felizes e inteligentes ;)) ) - do programa, no qual me foi mostrado claramente que, afinal, eu era uma pessoa "normal".

Recebi, como resposta, o que nunca mais esqueci:

"Parabéns, minha cara, pela sua saúde mental".

Vindo de quem veio, que bem que me soube!!!

(Eu desconfiava... Mas foi bom ter a certeza!!! ;)))

 

E, neste momento, após a leitura de mais um livro, neste caso, autobiográfico -  "O tempo dos espelhos" - só posso dizer:

Parabéns, meu caro, que bem que me soube!!!

 

A saúde mental?

Não sou PSI... Mas desconfio que é bem capaz de ser uma pessoa "normal"!!!

 

PS: Só mais um apontamento, que tem tudo a ver com uma das preocupações do autor. (Leia o livro s.f.f.)

Eu, no outro dia, ao telefone com uma amiga: "Ainda fui ao Vasco da Cama! Estou cansada!" 

(Notava-se, não? Para além de muitas outras "calinadas" já comentadas neste blog.)

 

Sofrer por antecipação?

"Tou nem aí!" - diz a canção.

E repito eu!

 

 

 

publicado por tresgues às 13:13
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

"Em Portugal não se come mal"

 

É este o título de um livro, que comprei há dias, de Miguel Esteves Cardoso.

Lembrei-me destas coisas da cozinha, a propósito do comentário de um amigo, ao meu post do dia do vegetarianismo, no dia 1 de Outubro.

 

Ainda não o comecei a ler. Tenho tido uns dias deveras cheios, ou melhor, digamos que... "recheadamente" preenchidos... e, como de costume, abro-o só ao acaso e eis as primeiras frases que leio:

 

"Procure uma cozinheira perto de si que cozinhe todos os dias, por dever familiar. Escusa de procurar «paixão» ou sequer «alegria» de cozinhar. Geralmente é mau sinal; é coisa de restaurantes da moda. Nada disso. Procure a rotina; o fardo; a resmungona e a insatisfeita e a revoltada com a descida de qualidade e a subida de preços. São essas as boas cozinheiras."

 

Ora quem me conhece, imagina como eu fiquei contente com o que li?

 

Se já simpatizava com as crónicas do autor - mas ainda nunca tinha lido nenhum dos seus livros - já fiquei fã e desertinha para o começar a ler na íntegra.

 

A capa do livro também é bastante sugestiva. Para além de a poderem ver aqui ainda têm acesso à leitura das primeiras páginas do livro.

 

PS: A propósito, saberão porque estou mais gorda menos elegante, desde que aqui estou??? 

 Não?! É que eu pretendo desconhecer tais razões...

 

 

publicado por tresgues às 23:25
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