Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Os donos de casa

Diz que, aqueles homens que são mais donos de casa são, assim, mais parecidos com aquelas mulheres que são mais donas de casa.

Confusão?

Segue-se esclarecimento.

Segundo um estudo baseado num questionário feito a 7002 pessoas, cozinhar reduz apetite sexual nos homens - Expresso.

Percebido?

Mas, as conclusões, o que indicam? Indicam que o homem não deve, por isso, ser incitado a deixar o aspirador.

Não senhor. Em caso algum. Digo eu.

Quem efectuou o estudo, foram homens ou mulheres? Duas mulheres. Conduzidas por um homem.

De qualquer modo, eu até sugeria que se invertessem os papéis que foram incutidos durante anos. Ou seja, eles na cozinha, no aspirador, na vassoura, etc., e elas no sofá, na TV, na saída com amigas, na jardinagem... Até dava gosto ser uma boa "dona de casa". Mas não gostava que eles só fossem o outro dono de casa. Sem aspas. Também gostava de os ver a labutar fora da casa. Tudo no seu meio termo, é que é bom. E bonito. Porque há homens demasiado donos de casa para o meu gosto. Portanto, cá p'ra mim é assim, e fora de bricadeiras: os dois na cozinha, os dois a trabalhar fora para contribuírem ambos para o sustento (insustentável) da casa, os dois a ver a bola, os dois a sair com os respectivos amigos - umas vezes juntos, outras em separado, como aprouver. Ele pode passar a ferro enquanto ela jardina, ele pode bicicletar enquanto ela está ali sentada a ler as notícias no café. Ou vice-versa. Resumindo, na minha consideração, vida a dois é tudo a dois, sim, mas com conta peso e medida - e, por isso, às vezes separados -respeitando os gostos, os amigos e o trabalho (sustentável) de cada um. Sempre que possível. 

É possível?

É.

PS1: Cá para mim, o dono de casa, mesmo trabalhando fora, ainda tinha de ser assim. No masculino. Isso é qu'era! Vá, assim, podia até viver só do rendimento de inserção (insustentável). Até que este lhe fosse pago. Vá.;(

PS2: Alguém me pediu a opinião? Não. É gratuita.

publicado por tresgues às 11:43
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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013

Eles e elas

Todos diferentes, todos iguais. Quase iguais.

Homens e mulheres. Rapazes e raparigas. Meninos e meninas.

Mas o que se passa é o seguinte e tão simples como isto:

♦Se elas falam da vida alheia - que não é exclusivo feminino -  é «coscuvilhice»;

♦Se eles falam da vida alheia - idem, idem, aspas, aspas -  é «curiosidade saudável».

Isto é, eles e elas não são assim tão diferentes como por aí se faz crer. O comportamento só é avaliado de forma diferente - segundo o estudo de uma portuguesa, professora da universidade de Leeds, no Reino Unido. «Tudo isto fruto das normas e regras incutidas pela sociedade, que determinam, por exemplo, que um homem não pode chorar ou que uma rapariga tem que ser magra.» - in Destak. (Acho que estas duas normas começam aos poucos, e muito, muito, devagar a normalizar. Pelo menos são faladas qb.)

O que ainda me faz alguma espécie é que ande por aí muito boa gente a defender o contrário. Gente que, mesmo que diga que concorda com esta evidência, os seus actos não têm correspondência com as suas falas. Ainda ontem ouvi o seguinte, num miradouro de Lisboa: "Olha, para isto. Elas são iguais a eles. Bebem e fumam tanto como eles."

Ou seja, não é o problema do fumar faz mal à saúde, ou o do beber demais pode ser prejudicial à mesma saúde. Não. Até porque nem vi ninguém a beber demais. (Lá mais para a noite até já poderia dizer o contrário, mas ainda era bem de dia.:) O problema é: "Olha-me para isto. Elas são iguais a eles!"

Segundo a investigadora este processo pode parecer «banal», mas tem «efeitos nocivos». Concordo plenamente.

E o livro «Fazendo Género no Recreio: a Negociação do Género e Sexualidade entre Jovens na Escola» poderá ser de grande ajuda, pois «quando as pessoas têm consciência críticas das coisas estas podem mudar». No entanto, quer parecer-me que ainda vai demorar uns "tempos dos grandes" a pôr as coisas no seu devido lugar. Perguntem-me lá porquê, se não souberem a razão (♦).

 

Muito boa semana.

Para eles e, evidentemente, para elas.

 

(♦) Os homens fazem a sua própria história, mas não o fazem como querem... a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. Karl Marx.       

publicado por tresgues às 11:26
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2012

Bom dia

 

Olha Senhor, até agora o meu dia está a ir bem: - Não fiz fofoca de ninguém; - Não perdi a paciência; - Não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irónica; - Não gritei com ninguém; - Não praguejei; - Não fiz cenas em frente ao espelho; - Não tive nem um ataque de ciúmes; - Não comi doces; - Também não fiz compras, nem dei cheques pré-datados; Mas protegei-me, Senhor, pois está chegando a hora de levantar da cama para ir trabalhar!                 

AMÉM!!!

 

Nota: Via mail, de um amigo homem, com o título "Vamos rezar mulherada". Há amigo assim. Muito machão. Pouco democrático. De visão unilateral. Mas, acredito, neste caso, mais brincalhão do que outra coisa. Quero acreditar, Senhor!  Tenho fé no assunto. Pouca, mas ainda tenho. Caso contrário a coisa não virava post de hoje. E sorrir também faz bem. Muito bom dia.

publicado por tresgues às 10:13
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