Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015

Mãe chata. Orgulhosamente chata!

E no começo de mais um ano lectivo, eu desejo que apareçam mais mães chatas e, claro, pais chatos. também.

Para bem de todos... Das crianças, dos professores, das mães, dos pais... E todos os que gostam de bons resultados.

Muito bom este texto do JN:  "Orgulhosamente chata" -  escrito por quem percebe do assunto.

"Segundo vários estudos, quem teve ou tem uma mãe chata terá mais sucesso na vida."

Eu também concordo que ser chata assim, dá trabalho. Dá. Mas também dá muito prazer. Confirmo.

Tive noites em que, já cansada, à lareira, por volta da meia noite e tal, ouvia alto e bom som: "Vira a página, que já estou no outro lado! Estás a dormir..." E eu, a deixar cair a cabeça de sono, mas:" Estava só a abanar a cabeça, a dizer que sim, porque está tudo certo, tudo correcto, muito bem..." ;(

 

PS1 - E, sim. Os amigos vinham cá a casa e também a ia buscar à discoteca a altas horas da noite. E às vezes, ouço do meu pai, nada orgulhoso de tão pouco chato que foi: "Pois, ela sempre fez tudo o quis!". E eu penso: "Graças a Deus"! E ela acrescenta "E aos pais que tive".

 

PS2 - E quase pensei que estas palavras se referiam a nós, ao ler que:

A mãe chata deve ajudar o filho a sorrir para o mundo para que este o receba de braços abertos. Deve voar junto com ele até ao fim do horizonte e voltar para que ele não tenha medo do desconhecido e, um dia, possa ir e voltar sozinho, sempre que ele quiser. Deve ser forte, audaz; deve deixá-lo chorar quando for preciso e encorajá-lo a prosseguir, mesmo que doa.

 

Muito bom. Obrigada pelo texto.

publicado por tresgues às 10:29
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Terça-feira, 10 de Março de 2015

Nem demais, nem de menos

Só o suficiente para ser feliz. Como em tudo na vida.

A educação não é excepção.

Educar pela positiva, sim.

Mas...

Segundo um estudo, origem do narcisismo aponta para para excesso de elogios dos pais - Público. "Os resultados mostraram que os traços de narcisismo estão associados à sobrevalorização dos filhos ao longo do tempo. “Quando os pais dizem às crianças que elas são mais especiais do que os outros, elas acreditam nisso. Isso poderá não ser bom nem para as crianças nem para a sociedade”, defende Brad Bushman, co-autor do estudo, investigador da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos."

 

Sempre fui desta opinião. Há excessos que não justificam. Não ajudam. Antes pelo contrário. E, ser pai, também é ser amigo. E um amigo sincero também aponta os defeitos. Ou devia apontar. E o outro aceita. Ou devia aceitar.

Mas isto sou eu que não gosto de gente "boazinha". Gosto só de boa gente. Às vezes até daquela com "mau feitio". Aquela tal que discute as diferenças entre o bem o mal, entre o que tem - ou não - valor neste mundo. E fala disso com os filhos. E, por vezes, até deixa de ser "um bom paizinho" para "ser apenas um pai" que ama suficientemente os filhos, para querer fazer deles pessoas dignas e responsáveis, livres, auto-críticas - de si mesmas e do mundo -, com uma auto-estima (só) q.b. e  - deveras importante - capazes de se rirem de si próprios.

Difícil. Muito difícil. Porque...  

 

"Muitos querem deixar um mundo melhor para os filhos.

Poucos pensam em deixar filhos melhores para esse mesmo mundo."

(Anónimo)

publicado por tresgues às 10:01
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Domingo, 9 de Março de 2014

Sobre a mesada. Ou a semanada.

Sobre esta questão da mesada (ou semanada) dada pelos pais aos filhos, que pode ler hoje no DN, recordo sempre com um sorriso o assunto.

A filha apontava numa agenda da Mafalda (que guardo no sótão com carinho), as somas dos meses e os gastos por ela efectuados. Achava interessante o facto de que, quanto mais ía tendo, menos queria gastar. 

Mas... há sempre um mas. Por mais poupados que sejamos.

E pode ler-se na agenda o seguinte:

- Mês tal, dia tal - Recebi x. Não gastei nada.

- Mesmo mês, dia tal - Mãe pediu emprestados 20 escudos (sim, somos desse tempo). E lá aparece, à frente, a respectiva conta de diminuir.

- Mesmo mês, dia tal - Emprestei 20 escudos ao pai. E lá está nova conta de diminuir.

- Mesmo mês, dia tal - Hoje emprestei 10 escudos ao pai. E nova diminuição.

- Mesmo mês, dia tal - Emprestei 10 escudos à mãe que não tinha trocos. Nova diminuição. E o saldo quase devedor.

- Mesmo mês, dia tal - Mãe deu 10 escudos para pagar o que deve. Uma adição. Não era sem tempo.

- Mesmo mês, dia tal - Mãe pediu 5 escudos.

Dá vontade de perguntar: Olha lá, e não te pagavam com juros?

Gente reles. Parecem uns que eu cá sei. E que vocês muito bem sabem quem são.

 

Acho que é por isso, que ainda hoje ela é assim um pouco... não a chamada forreta, mas muito cuidadosa nas suas economias e com tudo aquilo que gasta. E com tudo o que tenciona gastar. Ou tencionava. Ou, pronto. Gostava, mas já não tenciona. 

Então a estratégia da mesada, posso dizer, dá resultado.

Hoje, ainda dou por ela a dizer esta coisa "tão estranha": Uma pessoa hoje até pode ter alguma coisa, mas amanhã nunca se sabe.

Não sei onde foi ela buscar estes exemplos. Estas ideias.

 

PS: Prefiro a mesada. Dá mais luta a gerir do que a semanada. Se não se puder dar mais, dá-se menos.

Se tiver que lhe pedir emprestado... olhe, nem sei que lhe diga. "Maus exemplos", é o que é. Mas, muitas vezes, por isso, quando bem identificados e bem analisados resultam em boas estratégias. E quando os bons exemplos de só gastarmos quando temos, ou melhor, menos do que temos, lhe são associados, acho que os resultados serão visíveis. Considero ainda importante não se ocultarem as dificuldades, ou os ganhos ou as perdas. Antes pelo contrário. Inserir os filhos desde cedo no assunto, não será uma má estratégia. Digo eu.

 

Bom domingo.

Está a chegar o sol a Lisboa!

publicado por tresgues às 10:11
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Terça-feira, 13 de Março de 2012

Preocupado com o futuro dos filhos? Dos netos?

Não perde tempo, neste caso, na leitura que aqui lhe deixo.

Eu, como já imagina quem me conhece, estou totalmente de acordo com tudo.

 

Leopoldo Abadía (Zaragoza, 1933), professor e escritor espanhol, conhecido pelas suas análises à crise económica actual, disse num artigo:

(tradução minha, com algumas palavras deixadas como estavam, só por graça)

 

 

Escreveu-me um amigo dizendo que está muito preocupado com o futuro dos seus netos.
Que não sabe que fazer: se deixar-lhes a herança para que estudem ou gastar o dinheiro com a sua mulher e que "Deus os acolha como já confessados".
Que Deus os acolha como já confessados é um bom desejo, mas parece-me que não tem que ver com a sua preocupação.
Em muitas das minhas conferências, levantava-se uma senhora (isto é pergunta de senhoras) e dizia essa frase que a mim me dá tanta graça: "que mundo vamos deixar aos nossos filhos?"
Agora, como me vêem mais velho e vêem que os meus filhos já estão crescidos e que se "manejan bien por el mundo", só me dizem "que mundo vamos deixar aos nossos netos? 

Eu só tenho uma afirmação da qual estou cada vez mais convencido: "y a mí, qué me importa?!"
Acho que soa um pouco mal, mas é que, realmente, me importa muito pouco.
Eu era filho único. Agora, quando me reuno com os outros 64 membros da minha famiíia directa, penso no que diriam os meus pais se me vissem, porque de 1 a 65 "hay mucha gente". Pelo menos, 64.
Meus pais foram um modelo para mim.

Preocuparam-se muito com as minhas coisas e comigo, animando-me a estudar fora de casa (coisa fundamental, da qual falarei num outro dia, e que te ajuda a tirar "la boina"  e a descobrir que há outros mundos fora do teu povo, da tua cidade e do teu piso), se focaram para que eu fosse feliz. E me exigiram muito.
Mas "¿qué mundo me dejaron?" Pois vede, deixaram-me:
1. A guerra civil espanhola 2. A segunda guerra mundial 3. As duas bombas atómicas 4. Coreia 5. Vietname 6. Os Balcãs 7. Afeganistão 8. Iraque 9. Internet 10. A globalização... E chega, não continuo porque esta é a lista que me saiu de um tiro, sem pensar. Se penso um pouco, escrevo um livro. Vocês pensam que os meus pais alguma vez sonharam no mundo que me iam deixar? Não o podiam, sequer, imaginar!
O que fizeram foi algo que nunca lhes agradecerei bastante: tentaram dar-me uma muito boa formação. Se não a adquiri foi culpa minha.
Isso é o que quero deixar aos meus filhos, porque se me ponho a pensar no que se vai a passar no futuro, me entrará la depressão e depois, não servirá para nada, porque não os ajudarei no mínimo que seja.
Eu gostaría que os meus filhos e os filhos deste senhor que me escreveu e os teus e os dos outros, fossem gente responsável, sã, de mente limpa, honrados, "no murmuradores", sinceros, leais. O que por aí se chama de "boa gente".
Porque se forem boa gente farão um mundo bom.
Portanto, menos preocupar-se pelos filhos e mais em dar-lhes uma boa formação: que saibam distinguir o bem do mal, que não digam que tudo vale, que pensem nos outros, que sejam generosos... Nestes pontos essenciais podeis ainda pôr todas as coisas boas que vos ocorram.
Ao acabar uma conferência a semana passada, chegou-se uma senhora ao pé de mim, uma senhora jovem com dois filhos pequenos. Como também naquele dia me tinham perguntado sobre o mundo que vamos deixar aos nossos filhos, ela também me disse que se preocupava muito, mas com o seguinte: que filhos vamos deixar a este mundo? A  senhora jovem, mas de sabedoria de sobra, deixou-me a pensar.
E voltei a dar-me conta da importância dos pais. Porque é fácil isso de pensar no mundo, no futuro, em tudo o que está mal, mas quem sabe, enquanto os pais não se dêem conta de que os filhos são coisa sua e que se eles se sairem bem a responsabilidade é 97% sua e se eles se sairem mal, também não desprezemos "las cosas". E o Governo e as Autonomias se esgotarão a fazer Planos de Educação, tirando a disciplina de Filosofia e voltando a pô-la, acrescentando a "Historia de mi pueblo" (por aquela coisa de pensar em grande) ou retirando-a, dizendo que há que saber inglês e todas essas coisas.
Mas o fundamental, a essência é outra: os pais.
Já sei que todos têm muito trabalho (ou não), que as coisas já não são como dantes, que o pai e mãe chegam cansados a casa, que assim que chegam, os filhos vão para a televisão ou para o computador, que de liberdade é o que levam, e que a autoridade dos pais é coisa do século passado.
Sei tudo isso. Sabemos tudo. TUDO. Mas, não deixemos que, como sabemos tudo, não façamos NADA.
Leopoldo Abadía.
P.S. :
1. Não falei dos meus netos porque para isso têm os seus pais.
2. Eu, com os meus netos, a merendar e a dizer tontarias e a rir-nos, e a contar-lhes das notas que tirava o seu pai quando era pequeno.
3. E assim, para além de divertir-me, talvez os ajude na sua formação.
 

publicado por tresgues às 09:11
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

Cenas quotidianas

Que pelos vistos só eu - e quem me acompanha - tem o privilégio de assistir.

Na esplanada, duas pessoas.

Um pai (?) novo - vinte e tais, trinta - e um filho (?) novinho - oito, nove.

Ambos muito giros. Diria mesmo en-gra-ça-dos.

 

Filho- Tu gostas da mãe! Tu gos-tas da mãe! Tu gos-tas da mãe!!!

Pai- Shiiiuuu... mais baixo.

Filho, mais alto- Tu gos-tas da mãe! Tu gos-tas da mãe! Tu gos-tas da mããããeee!!!

Pai, sorrindo- Mais bai-xo...

Filho- TU GOS-TAS DA MÃE! TU GOS-TAS DA MÃÃÃ-EEE!!!

Pai- Shiuuu... Gosto, claro.

Filho- Então porque não casas com ela? Casa com ela!

Pai- Mais baixo...

Filho- Ca-sa com e-la! Ca-sa com e-la!

Pai- Shiiiuuu...

Filho- CASA COM E-LA! CASA COM E-LA! CASA COM E-LA!!!

Pai- Shiiiiiiiu... mais bai-xi-nho!

Filho- Mas casa com ela. Porque não casas?

Pai- Agora não tenho dinheiro... Comprei a bicicleta!!!

 

Não ouvi mais porque, mesmo ao meu lado, o tom de voz baixou para a normalidade.

E eu comecei a dar atenção ao que a minha companhia me estava a dizer com tanto empenho. (Não se faz.)

 

Nota1 (No caso de serem pai, filho e mãe) - Aconteça o que acontecer com os pais, os filhos têm-nos sempre juntos no coração.

Já casados... Não sei. Talvez dependa de muitas e variadas circunstâncias.

Nota2 (No caso de não serem pai, filho e mãe) - Não tenho nada a declarar. Desculpem! A anotar.

  

Se quiserem empenhar-se em anotar algo, eu até era capaz de dar atenção ao vosso ponto de vista. 

Muito bom dia.

 

(PS: Houve dois erros ortográficos (e não só) neste post e ninguém me avisou. Só agora reparei. Hoje nem consegui centrar a imagem. Amanhã é outro dia...)

 

publicado por tresgues às 10:13
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