Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Leonard Cohen

Oitenta anos não se fazem - assim - todos os dias.

E festejá-los (assim) deveria servir de exemplo a muita gente.

Leonard Cohen, muitos parabéns! E... dance me to the and of love.

 

 

E lembrei de outros exemplos como Rui de Carvalho ou Manoel de Oliveira. 

Parabéns a eles e a todos os conhecidos e desconhecidos que - podendo - escolhem esta maneira de estar. Enquanto cá estão. Sempre na "primeira" ou, vá, na "segunda idade".

E já agora, espreitem aqui o Ali e o seu style diário.  

Ah, e não esqueçam, também, de passar por Advanced Style.

Há - ali e aqui - muito estilo. E mais do que isso, muito boa onda. 

Eu já passei. E acho que vou começar o dia com muito mais energia. (E se rimou...)

Boa semana. 

publicado por tresgues às 07:50
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

18 de Agosto

Do indomável despeito

De corpo e alma vil

De conversas e ideias sem jeito

De inúmeras faltas e agonias... mil.

 

Assim estou transformado

E com rudeza aceito

Este mau fado

Que ao futuro mete respeito.

 

No meu redor

Excluo as coisas difíceis e

Só faço as coisas fáceis de valor menor

Tudo vontades e prazeres afáveis.

 

A minha sorte

Já Deus marcou!

Se é má até à morte

Levai-me já que pronto estou...

Se é boa,

Bem melhor do que passou

Deixai-me!

Já não quero então morrer

Pois merecendo já estou

Também feliz viver!

 

(A.F.)

 

Porque é 18 de Agosto.

 

 

 

 

publicado por tresgues às 09:32
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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2013

É assim a vida

Obama, Michelle e a outra

 

Só mais uma coisinha sobre o muito que já se falou do caso.

A minha opinião, vista de fora. Isto é, apartidária.

Isenta de emoções.

Ambos têm razão (ambos os três, vá), no caso do acto em si. 

E do momento em si.

As relações são só difíceis porque todos julgamos que temos razão.

A nossa razão é que importa. A nossa razão é que é válida. E até podemos realmente ter as nossas razões. Mas tudo depende do modo como encaramos a situação. Muitas vezes, dependendo ainda mais do modo como encaramos A VIDA.

E, por isso, as relações são o que são. Dão no que dão. Todas as relações. As amorosas, as de amizade, enfim. O cerne, o busílis da questão?

Não sabermos respeitar as opiniões que divergem da nossa. Há sempre duas, ou mais maneiras, de ver a coisa. Ou "o copo meio cheio"; ou o "copo meio vazio"; ou, mais radicais, o "copo mesmo vazio" (coitadinho!); ou o "copo mesmo cheio" (espectacular! tipo governo); e, mais radicais ainda (só para embirrar), ou míopes, "o copo vazio, sem nada e sem jeito nenhum" (pelintra!); ou "o copo a transbordar e cheio de pinta (que classe!).  

Temos a nossa opinião? Era bom que a respeitassem. Era.

Os outros têm outra opinião? Era bom que os respeitássemos. Ponto.

E tudo seria tão mais fácil.

E a vida merece ser vivida assim.

Porque até é curta.

Do meu ponto de vista, claro.

Da minha razão.

 

Resto de muito bom dia.

 

PS: Já agora, fiquem com o vídeo de quem (sendo gato) acha que tem razão e não deixa passar o outro (que é cão).

Sorte que o outro (que é cão) é mais tipo: "copo meio cheio": Ok. Não passo agora, passo daqui a bocado. Ou mais banana. Ou mais passarinho. Ou...

E é por isso que aquele que acha que tem razão, faz o que faz. Não respeitando a liberdade do outro. O que lhe dá um gozo desgraçado. Até porque é mais pequeno.

 

You shall not pass, dog!

E é assim a vida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por tresgues às 09:01
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Domingo, 25 de Agosto de 2013

Ainda é Agosto

Relembrando 18 de Agosto.

Como 2008, 2009, 2010 e 2012.

Excepção, aqui, 2011. (Por ausência e boa causa.)

 

              ♦♦♦

Aqui onde me encontro

Aqui, no fim do dia

Fora do tempo e da tua razão

Não sei se tenho a verdade.

 

A minha casa

Caverna de estalactites

Filha da imaginação

Prostituta de má fama

Que se deita em minha cama

E quando acordo não vejo,

Não fica dentro do mundo.

Ninguém lá pode chegar.

Ninguém lá pode roubar-me.

Eu sou muito rico nela.

É onde tenho os meus sonhos.

Eu conheço-a muito bem

Tem labirintos esquecidos

E lá, só habito eu, «Ninguém».

Não tenho lá pedestais

Nem mesas muito bonitas

Não faço lá arraiais.

Não tenho lá a razão

Algemada com correntes,

Nem há  lá ranger de dentes.

A minha casa,

Que fica fora do mundo,

É na avenida dos «Crentes»

Cidade dos descontentes.

            ♦♦♦

Fora da vossa realidade

do tempo e das coisas.

Se bem que não sou ninguém,

talvez possua a verdade.

(A.F. - anos 70)

 

publicado por tresgues às 08:48
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Terça-feira, 16 de Abril de 2013

Uma pessoa diferente

Uma pessoa diferente é sempre uma pessoa diferente.

Eu gostava de saber porque é que a minha pessoa só tem doenças que ninguém tem.

Uns têm coisas no coração com muitos sintomas e tal, como válvulas entupidas, sopros, etc. Eu sei que tenho a aorta bicúspida que julgam de nascença e sem sintomas, quer dizer, como é de nascença devo achar tudo normal. Quer dizer, enquanto uns cospem três vezes, eu também o faço mas só duas vezes. Evidentemente, gente fina! Gente que não anda para aí a cuspir, assim, sem mais nem menos.

Enquanto uns têm fungos e urticárias eu tenho liquen plan. Mas está-se a ir. Quer dizer, está a sair. Evidentemente. Coisa que nunca tinha ouvido falar. Mas de gente de bem. Com certeza.

Enquanto uns têm aftas, e tal, na boca eu tenho glossite e/ou língua geográfica de nascença, como é claro em mim, tudo vem de berço. E nada se pega. E tudo pode desaparecer espontaneamente ou ficar para a posteridade. Mas tem desaparecido. Com certeza, não é, tão a ver?

Enquanto uns têm reumático, eu já tive (já tive, já desapareceu) poliartrite. A pessoa que é de bem, quando tem, é logo poli. Tem logo coisa em número que se veja.

Enquanto uns têm colestrol elevado, mais baixo do que o meu, diga-se de passagem, o meu é elevado, sim, mas geneticamente. Evidentemente.

Enquanto uns não dormem nada só a pensar naquilo que adquiriram ao longo da vida, eu, como é de família e de nascença e de gente fina, durmo lindamente. Deve ser. Só pode.

Pois que eu não tenho ranho. Eu tenho flora nasal. Ponto final.

 

Dizem o quê? Que todos os diabos têm sorte? Hum. Nunca ouvi dizer.

E até aqui tudo o que tenho tido deixa todos a pensar que vou morrer já amanhã mas, felizmente, tou lindamente, tão a ver?

E pronto e é tudo.

PS1: Se por acaso eu estiver mais uns tempos sem por aqui vir, já sabem que não morri. Já me consideraram morta por duas vezes e eu, ali, toda bem. Como diz que não há duas sem três, a próxima ainda não é de vez. 

PS2: Resta-me agradecer, a quem de direito (acho que não deva ser ao Diogo Morgado) por tudo isto. Muito obrigada!

 

Tudo isto para não falar de Portugal. Que até nem é nenhum diabo e olha a sorte que tem!

Haja, pelo menos, saúde para enfrentar tudo o resto.

 

PS3: E viva o Benfica. Que já tá no Jamor, tão a ver?! Sálvio, Cardozo, Sálvio..."El Benfica, que lidera el palmarés de la Copa portuguesa con 24 títulos, no gana ese torneo desde hace nueve temporadas, cuando derrotó, con el español José Antonio Camacho como técnico, al Porto de José Mourinho en la prórroga." E sim, também me gusta de ouvir a coisa noutras línguas geográficas. De nascença. Claro.)

 

Resto de boa semana.

publicado por tresgues às 08:33
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Quarta-feira, 20 de Março de 2013

A felicidade não se compra

A felicidade não se compra

A felicidade não se vende

Pois se alguém de ti critica e zomba

Deixa dizer, e nunca fiques sofrendo.

 

Pensa no amanhã, e com esperança

Diz adeus ao passado, sê feliz.

Encara o futuro como eterna vingança

Dos dias todos em que foste infeliz.

 

(A.F.)

 

 

Há sempre uma linha que divide o horizonte e um copo meio cheio, ali por perto.

Mas o céu, o mar, o infinito, a beleza, a plenitude, também estão. Ali por perto.

(by me)

publicado por tresgues às 22:15
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

Improviso

Não dizem que o português é bom no improviso das situações?

Então, eu sou portuguesa.

 

Não gosto das coisas muito planeadas. Ao pormenor.

Gosto de pormenores. Mas daqueles que aparecem na hora.

 

Por exemplo:

• Não gosto de decoração muito bem planeada. Com tudo no sítio. Com tudo muito bonitinho demais.

Soa a falso. A falta de história pessoal.

 

• Não gosto de coisas combinadas com muita antecedência.

Quantas vezes falham e soam-me mal.

Tudo o que é planeado na hora soa-me melhor, porque sempre foi do melhor que tive na vida.

 

• Não gosto de relações muito planeadas, muito qb, tá a ver?

São falsas. Tá a ver?

E depois...


• Uma pessoa muito bem arranjada, muito cabelo sem cabelo fora de sítio, soa-me mal.

Não é gente. Não é normal. Soa-me a falso.

 

• Não gosto de pensar muito na vida.

Já pensei e não saiu nada como planeado.

Umas vezes melhor, outras pior. Outras igual. Mas mesmo assim.

 

• Gostava de fazer teatro. De improviso. Há quem conteste.

- Tu gostas é de rir. Não de teatro.

Alguma coisa contra?

(Há. As aulas são caras.)

 

• E a vida não é, quantas vezes, improviso?

Umas vezes para o bem, outras vezes para o mal.

E eu acho que estou preparada. Não estava. Já estou. Acho.

Os casos em que mais sofri foram aqueles que não planeei.

Os casos que mais felicidade me deram foram aqueles de improviso.

 

 

• Quando fazemos o que nos apetece na altura, resulta bem.

Quando fazemos o que até planeámos com antecedência, nem sempre resulta.

Porque naquele momento não dá. Ponto final.

Vamos para outra. De improviso, sff.

 

Mas também há casos em que:

“...levo mais de três semanas a preparar um discurso de improviso.Mark Twain

Não foi este, o caso. Foi ao correr da pena.

 

 
E quem não deve, não precisa, felizmente, de matutar no assunto. É ali, na hora.
E, agora, senhoras e senhores:
 
 
publicado por tresgues às 13:28
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013

A gente nunca sabe

É bom não depender de ninguém.

Mesmo. Em todos os aspectos.

 

A gente nunca sabe e acho que o que é bom é estarmos bem quando estamos vivos. E neste momento penso que, depois de todas as vidas diferentes que já vivi, sou uma pessoa muito privilegiada. Atingi duas coisas fundamentais na vida. Uma é: não dependo de ninguém. Outra é: ninguém depende de mim. Isso dá uma possibilidade de acordar todos os dias bem-disposta. É verdade.

(Alice Vieira) - Público.

 

É verdade.

É sempre bom lembrar. É sempre bom não esquecer. 

É um privilégio e devemos agradecer.

Agradecer por ter conseguido. Malgrado todas as grandes vicissitudes passadas. 

Malgrado aqueles pequenos males que todos temos. Todos os dias.

Sinal que estamos vivos.

(E a gente nunca sabe. Nunca sabe o dia de amanhã.)

 

Bom fim-de-semana. 

 

publicado por tresgues às 08:47
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

Vícios

O jogo e o jogador compulsivo - Não se trata do tempo que você passa fazendo alguma coisa, mas sim do impacto que ela tem sobre sua vida'', afirma Mark Griffiths, um perito em dependência em jogos da Universidade Trent de Nottingham.

Pois, é como em tudo na vida. Como costumo dizer, tudo com moderação, tudo sem problemas. E já a minha avó dizia: tudo o que é demais enjoa.

E quando não há problemas, não há mesmo problemas com coisa nenhuma. É mais ou menos isso. Muitas vezes, a prática excessiva de jogos é sintoma de outros problemas.''  E poderá ser assim com tudo. Tudo isto a propósito de uma notícia avançada pela BBC , que dá conta que um pai se tornou um assassino virtual para matar o avatar do seu filho ocioso.

 

Nota (da minha pessoa, à minha pessoa - que não será, decerto, a mais isenta): Eu acho que não tenho vícios, ou práticas excessivas de nada. Acho. E poucas manias. Já aqui tinha falado nisso. Acho que tenho coisas de que gosto muito e há muito tempo. Coisas com algum impacto, sim, como o 1) café da manhã; 2) as leituras diárias dos jornais online, enquanto tomo o café da manhã; 3) ir uma vez por dia ao blog, antes ou a seguir ao café da manhã... Mas durante o dia, é a correria normal de outra pessoa qualquer... como eu. Dantes ainda gostava de ver os telejornais da noite. Neste momento, deixam-me assim, a modos que, agoniada com as notícias de Pepas e afins, dos aumentos de impostos e afins. E afins. Adoro ver jogar o Benfica. Mas ainda ontem ouvi o relato da segunda parte a caminho de casa, vinda de outro gosto que não é vício: o gosto pela dança. E pelo convívio directo com amigos. Seguido-se uma sessão viciosa de lareira e um recosto caseiro de sofá, com um chá vicioso bem quentinho de hortelã-pimenta, a olhar sem ver TV, mas a ver sem olhar p'ra dentro - com intervalos bem maiores deste segundo acto do que do primeiro. Noite bem dormida. Outra coisa que, não sendo vício, me agrada há já muito tempo. E, agora, com café tomado e as gordas das primeiras páginas lidas, estou prontinha para começar mais uma semana fria de Janeiro. 

É um vício, este de viver!

E a prática excessiva deste vício não é sintoma de grandes, nem de graves problemas. Mas acho que deve ter um enorme impacto sobre a nossa vida. Acho.

 

Boa semana.

Para mim. E para vós.

publicado por tresgues às 10:12
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012

Coisas da vida

Coisas da vida que dão vida.

 

Dizia-me, ontem, uma "menina" (poderei chamar-lhe assim) após eu dizer - Olhem, esqueci-me do Moscatel Roxo...:

 

- Olha, e foi por causa do Moscatel Roxo que eu engravidei!

Todos:

- Não! A sério?

 

- Foi, foi. Fui comprá-lo onde disse que o comprou, já tínhamos bebido uma  garrafa à refeição e (tal)...

Fiquei contente.

Eu e o Moscatel Roxo já contribuímos para o tão deficiente aumento da natalidade.

Bem poderia receber qualquer incentivo por parte do governo, que era trabalho que não me custaria nada fazer.

Ganhava eu e o País. E principalmente aqueles pais que tanta vontade têm de o ser e não conseguem.

 

Resta acrescentar que a gravidez desta "menina" foi uma enorme surpresa para os médicos que dizem acreditar que toda a regra tem excepção.

E o menino, pois que é de um menino que se trata, acabou de fazer um ano.

PARABÉNS!

Ao menino, aos pais, a mim e ao Moscatel Roxo (aqui e aqui já falai dele), evidentemente.

Coisas boas da vida, que dão vida boa às pessoas.

 

Continuação de boa semana.

publicado por tresgues às 10:17
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